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Colhe-se o que se planta

No combate a Covid-19, não apenas cometemos os  mais elementares erros, como ignoramos a ciência.

 

No primeiro dia do ano de 2020 a China deu conhecimento ao mundo que no seu território, na cidade de Wuhan, havia surgido um vírus, do qual, nem mesmo os seus mais especializados centros científicos sabiam como iria enfrentá-lo e pouco ou nada sabiam sobre a sua origem e natureza. A seguir, houve até quem acusasse a China de ter retardado o seu anúncio e alguns chefes de Estado do mundo chegaram até a acusar a China de tê-lo fabricado em seus laboratórios. Para àqueles que assim entendia, tratava-se de uma arma biológica, através da qual, a China usaria para dominar o mundo, a começar, os EUA, com quem disputa a hegemonia mundial.

O próprio presidente dos EUA, a época, Donald Trump, chegou a dizer que se tratava de um vírus de somenos capacidade contagiosa e letal e que bão tardaria a ser combatido e erradicado. Foi neste contexto que o referido vírus passou a er politizado, e como previsto, a sua politização acabou chegando a diversos países, inclusive ao Brasil, afinal de contas, entre a ciência e o então presidente Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro nunca duvidou em quem apostar suas fichas.

A singularidade do já denominado “novo coronavirus” era de tal ordem que somente no dia 11-03-2021, a OMS-Organização Mundial de Saúde, veio anunciar que se tratava de uma pandemia, ou seja, dois meses e onze dias após o anúncio feito pela China. Para quem apostou na politização do coronavirus, até o apelidaram de comunavirus, de vachina, entre outros.

 Os países que surfaram na onda da politização, comprovadamente, foram os que mais perderam vidas humanas. Não por acaso, o próprio EUA e o Brasil, disputarão o macabro e desumano campeonato mundial de mortes. De outro lado, àqueles que confiaram na ciência, presentemente, já não mais está contando mortes em razão da Covid-19, a não ser com raríssimas exceções. Por exemplo: a própria China, Nova Zelândia, Austrália, Singapura, Coréia do Sul, Austrália, entre outros.

Nos EUA, após o bota-fora de Donald Trump e a chegada do Presidente Joe Biden, o número de contaminados e de mortes por Covid-19 diminuiu em 75%. Este exemplo, por si só, já seria por demais esclarecedor o quanto um chefe de Estado poderá contribuir para o enfrentamento de qualquer crise, e em especial, de origem sanitária. A recíproca é verdadeira.

Presentemente, o Brasil é o país do mundo em que está contabilizando, dia após dia, o maior número de contaminados e de mortes diárias por Covid-19. Enquanto isto, a nossa vacinação vem se desenvolvendo em volumes baixíssimos e sequer dispomos de um protocolo a ser seguido para conter o seu contágio.

Pior ainda: ao invés das decisões políticas e jurídicas contra a Covid-19 embasarem-se na ciência, continuam dependendo das decisões isoladas de nossas autoridades políticas e judiciais e em desapreço à ciência.

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