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Bagunça partidária.

Apenas num curto período, entre 1945/1964, o nosso país esboçara a importância dos nossos partidos políticos

        Pior que o bi-partidarismo implantado pelo regime de 1964 vem ser a anarquia partidária que ora vivenciamos. Em assim me posicionando não estou defendendo uma volta ao passado, ao tempo em que apenas dois partidos tinham suas existências legalizadas, no caso, a ARENA e MDB.

       Em princípio, não considero que seja a quantidade de partidos políticos que prejudica uma democracia, e sim, suas fragmentações nas nossas Casas parlamentares. Nos EUA, por exemplo, existe mais de uma dezena deles, e mais ainda, a criação de um novo partido dá-se com mais facilidades que as exigências que são feitas em nosso país.

      A exemplificar: nem o próprio Jair Bolsonaro conseguiu fundar o seu próprio partido, o Aliança pelo Brasil, tantas eram as exigências. A propósito, por mais de dois anos, no exercício da presidência de nossa República, o presidente Jair Bolsonaro não esteve filiado a nenhum dos nossos atuais partidos, apesar de sua abundância, e a sua filiação ao PL se dará tão somente por ser uma exigência da nossa disfuncional legislação eleitoral.

     Dois dos presidenciáveis que disputarão as eleições de 2022 e com potencial de chegar ao 2º turno, no caso, o presidente Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, já pertenceram a oito partidos políticos distintos, motivos o bastante para tornar os nossos partidos apenas em legendas de ocasião, e que continuarão a sê-los, enquanto a frouxidão da nossa anárquica legislação político-partidária se mantiver.

    Presentemente, doze candidatos, logicamente, de doze partidos políticos distintos, estão dispostos ou pelo ao menos se dizem dispostos a entrar na disputa presidencial de 2022. Nada mais contraproducente para a nossa já enfraquecida democracia e para a nossa ainda mais pobre República.

    Se o ex-presidente Fernando Collor de Melo se elegeu pelo nanico PRN e o presidente Jair Bolsobaro, pelo também nanico PSL, sem exageros, os nossos presidenciáveis se imaginam que participarão de uma loteria, e da qual, qualquer um deles poderá ser premiado.

      De certo uma coisa: aquele que vier nos presidir encontrará o nosso país submetido a toda sorte de adversidades, algumas delas de dificílimas soluções, entre elas, a metade da nossa população sendo subalimentada e segundo dados do nosso insuspeito IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 19.000.000 de brasileiros passando fome.

     Quanto ao nosso crescimento econômico as nossas expectativas são bastante desanimadoras, posto que, segundo os mais destacados especialistas, no mínimo, carecemos de 10 anos para que a nossa economia volte a ser a que fora no ano de 2010.

      Não sou pessimista, mas outro não poderia ser o meu realismo.

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