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Terminou a bagunça?

        Das convenções partidárias à entrega de suas atas a Justiça Eleitoral ainda há espaço para mudanças.

        O fim das coligações nas eleições proporcionais foi um considerável avanço, mas em relação às candidaturas a presidência da República e seu vice, governadores e seus vices, senadores e seus suplentes, a bagunça continuou como dantes, desgraçadamente, em razão da tal federação partidária, já que estas são compostas segundo os interesses das lideranças que comandam os mais de 30 partidos que compõem o nosso anárquico sistema partidário.

        Hoje, dia 5 de agosto, oficialmente, encerram-se os prazos para que todos os partidos realizem suas convenções e apresentem seus candidatos, entretanto, mudanças pontuais, e por vezes significativas, poderão acontecer até as 19,00 horas do dia 15 de agosto, data máxima para que as suas atas sejam entregues aos seus correspondentes Tribunais Regionais Eleitorais.

        Portanto, entre o dia 5 de agosto e o dia 15 de agosto, de comum acordo entre os partidos, nomes aprovados em convenções poderão ser substituídos. Portanto, ainda restam mais 10 dias para a elaboração de novos acordos, diria até, de novos conchavos.  

       O motivo do meu silêncio em relação às próximas eleições aqui no Acre teve como causa determinante os múltiplos interesses, seja dos nossos partidos e/ou das nossas lideranças, sobretudo, quando comparado com as eleições de 2018. Daí não ter feito nenhuma previsão sobre as possíveis alianças, e pelo que vejo, acertei em cheio.

       A eleição do governador Gladson Cameli se deu na base do todos contra o PT e a deste ano se dará a base de todos contra todos. Nossos  três atuais senadores, em 2018, por exemplo, subiram no mesmo palanque e nas eleições deste ano estarão em palanques distintos.  

      Após ter vivido mais de 30 anos envolvido, até o pescoço, nas nossas disputas eleitorais, antevi o que ora estou testemunhando, uma fragmentação nunca vista em toda a nossa história eleitoral. Esta foi à causa determinante do meu silêncio. Entretanto, o quebrarei quando não mais houver espaços para quaisquer mudanças, e isto só acontecerá a partir do dia 15 de agosto.

    Tenho o dever e a obrigação de votar nos candidatos que me pareçam mais capazes para ocupar os mandatos que propugnam. Não pretendo sair às ruas na tentativa de influenciar em que este ou aquele eleitor deva votar, e quando perguntado qual o melhor candidato respondo: aquele que sua consciência recomendar e àqueles que me pedirem orientação, prontamente, exponho as razões que me levarão a votar nos candidatos da minha preferência

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