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Chega de crises

O nosso país não suportará tantas crises. E o mais grave: às existentes continuam se aprofundando.   

Na base de todas as nossas crises, a de natureza política tem se sido a mais antiga e a mais nociva, posto que, é ela que potencializa as demais, isto porque, ao deterem poderes, quando tomam as suas decisões, porque somente eles, por terem sido eleitos, dispõem de autoridade e legitimidade para tanto, propositadamente, ao invés de remédio tomam decisões que logo se transformam em veneno. 

Não sou pessimista, mas à luz da realidade, sou levado a crer que: dias, anos e décadas ainda piores estarão por vir. Digo e repito: se nossos representantes políticos não mudarem os seus comportamentos, o presidente da República que vier se eleger, em 2022, irá encontrar o nosso país ainda mais conflagrado que o atual. 

Bolsonaro sai ou continua? Caso saia, quem o substituirá, se não  dispomos de líderes que estejam se revelando minimamente capazes de pacificar o nosso Brasil?  Vamos esperar que surja, de última hora, outro Jânio Quadro, outro Fernando Collor ou outra Dilma Rousseff? A refletir!     

Tomemos como exemplo a pandemia da Covid-19. Nunca ao longo da nossa história os nossos políticos erraram e continuam errando tanto. Nem as mais de 320.000 mortes de brasileiros, até hoje, e em apenas um ano, e as que por certo ainda virão, a curto e médio prazo, não tem lhes servido como lição. Em relação à Covid-19, já somos o seu epicentro mundial e para as demais nações do mundo já somos considerado um país párea e pestilento. Quem diria que a nossa pobre e vizinha Bolívia iria fechar as suas fronteiras para a entrada de brasileiros e que em razão da Covid-19 chegássemos a ser socorrido pelo oxigênio da destroçada Venezuela?

Como nos encontrarmos às vésperas das eleições de 2022, até então, só se tem por certo uma coisa: até lá, as disputas por espaços de poder levará o nosso país a mais absoluta conflagração, seja no plano federal e nas nossas demais unidades federativas, isto porque, as disputas pelas governadorias dos nossos Estados serão igualmente tenebrosas.     
Ora, se não formos capazes de nos unirmos, sobretudo, as nossas mais destacadas autoridades, e em todos os níveis, para combater a Covid-19, um assassino inimigo a todos e dotado de uma letalidade que não respeita fronteiras, partido político, crenças, raças, ideologias e instituições, e ainda assim, a Covid-19 tem se prestado como combustível para alimentar as chamas do incêndio que está devorando o mundo, e em particular, o nosso país, só nos resta esperar pelo aprofundamento de nossas tragédias.

Não me reporto apenas aos lulistas e aos bolsonaristas, pois o que mais me surpreende é àqueles que os condenam e dizem-se centristas, mas de um centro que de centro só tem o apelido, por sê-lo, bastante fragmentado. 

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