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A pandemia da Covid-19 não era prevista, mas a do nosso desemprego, em curso, persiste há vários anos.  

   Contra a pandemia da Covid-19 o seu fim depende de uma única e isolada arma, no caso, a vacinação em massa. Neste particular, ainda bem que, pelo que já se tem confirmado, diversas vacinas já foram descobertas. Portanto, estamos na dependência de sermos vacinados, pois estamos a tratar de doença altamente contagiosa, para a qual, não existe tratamento precoce, sim e tão somente, a vacinação.   

   Lamentavelmente, as vacinas até então adquiridas, em quantidade, encontram-se aquém das quais necessitamos. Enquanto isto, diversos países, logicamente, os mais previdentes, já as dispõem em quantidade suficiente para imunizar toda a sua população, o que não vem ser o nosso caso. Pior ainda: chegamos a rejeitar uma oferta de 70 milhões de dozes que nos fora feita, em agosto de 2020, pelo laboratório Pfizer, dos EUA, cuja entrega teria tido o seu inicio em dezembro, próximo passado.

   De mais a mais, não fosse à insistência do governador de São Paulo, João Doria, responsável por 80% dos brasileiros já vacinados, sequer a Coronavac teria chegado ao nosso país, até porque, dada a sua origem chinesa, o próprio presidente Jair Bolsonaro, bastante afinado com o então presidente dos EUA, Donald Trump, se opuseram a referida vacina por considerá-la uma invenção comunista. Chegaram até a sugerir que o novo coronavirus havia sido fabricado em laboratórios chineses. Para que possamos tratar da pandemia do desemprego, sobre a da Covid-19, restava nos prevenirmos, e não remediar, e para tanto, seguir as recomendações emanadas pela ciência, entre elas, o isolamento social, o uso de máscaras e a conveniente higienização, sobretudo, das nossas mãos.

   Em relação à pandemia do desemprego, aí sim, contra esta, existem tratamentos precoces, porém, infelizmente, nem mesmo os mais evidentes foram praticados. Portanto, o resultado não poderia ser outro que não, os 14 milhões de desempregados, os cinco milhões de desalentados e os mais de 25 milhões de subempregados, estes sobrevivendo à base dos bicos e biscates, quando os encontram.

   Em relação ao desemprego urge diminuí-lo e nos seus diversos graus, entretanto, num ambiente bastante adverso, a se destacar, um grave déficit fiscal e um monstruoso desequilíbrio das nossas contas públicas e, logicamente, com reflexos diretos e negativos para o nosso setor privado.

Portanto, o nosso desafio tem nome e sobrenome: desenvolvimento econômico, posto que, caso não o consigamos, do patamar em que nos encontramos para o caos social será uma questão de tempo, diria até, de curtíssimo tempo, afinal de contas e segundo dados oficiais, 19 milhões de brasileiros já adentraram ao mapa mundial da fome. 

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