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Fake News

                  A manifestação de pensamento não é um direito absoluto como gostariam os caluniadores, infamantes e injuriosos  

         A democracia não confere a ninguém, e de forma absoluta, o direito a manifestação de suas opiniões. Entretanto, a partir do surgimento das redes sociais, ao invés das diferentes formas de manifestações, o que seria bastante útil a nossa e a qualquer democracia, o que temos assistido são verdadeiras súcias de libertinos, sempre dispostos a difundirem injúrias, calúnias e difamações, e assim procedem, em nome da liberdade de opinião.   

         Entretanto, a difusão de notícias falsas e em todos os seguimentos das nossas atividades, predominantemente, na política, só tem nos trazido sérios prejuízos, não apenas por sê-las desprovidas de verdade, e sim, por não contribuir com a veiculação das boas e necessárias informações, e quando não, pelas más informações que produzem e veiculam.  

         Em três dispositivos do artigo 5º da nossa constituição, portanto, em algumas de suas cláusulas pétreas, muito timidamente, os constituintes cuidaram de por alguns freios a difusão de notícias falsas, A exemplificar, vejamos o que se encontra expresso em sua alínea IV: “é livre a manifestação do pensamento, vetado o anonimato”. Ainda assim, os mais ativos participantes das nossas redes sociais, independente das mentiras e da gravidade das notícias que veiculam, sequer chegam a ser acionadas judicialmente, e quando os são, a despeito das agressões morais que tenham praticado, muito dificilmente são responsabilizados.

         Quando da elaboração da nossa atual constituição, recorrentemente, Roberto Campos, sem dúvidas um dos mais experimentados, entre todos os constituintes, costumava dizer: nós estamos escrevendo uma carta de boas intenções e não uma constituição, e para tanto, lembrava, prometer direitos sem dispor das condições para resgatá-los, seria semear futuras frustrações. E a provar que sim, em menos de 30 anos de sua vigência, a nossa constituição já foi emendada mais de uma centena de vezes e outras centenas de reformas estão na fila a espera de suas aprovações.

         Voltemos ao tema deste artigo, no caso, as Fake News. Ora, se a liberdade de opinião fosse um direito absoluto, o que seria da privacidade, da inviolabilidade, da honra e da imagem das pessoas quando levadas a execração pública pelas inúmeras de fábricas de Fake News existentes em nosso país?  

         A liberdade de opinião carece ser acompanhada das devidas e indispensáveis responsabilidades, exigências estas que nada têm a ver com censura. Lamentavelmente, a maioria dos nossos internautas, e em particular, de determinados blogueiros, reside no fato de separar o joio do trigo, e a partir de então, naquilo que lhes interessam, desvalorizam o trigo e supervalorizam o joio. Portanto, urge que sejam tratados como criminosos.


 

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