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Pelas estradas

 A Covid-19 partiu da China e ganhou o mundo via área, e no Brasil rumou para o interior via terrestre.

Foram os turistas e os homens de negócios que ao visitarem a cidade de Wuhan, uma das potências turísticas e industriais da China, diga-se passagem, uma metrópole com mais de 11.000.000 de habitantes, estes por sua vez, transportados por via aérea, que ao saírem da lá, transportaram o coronavirus para Europa, e de lá, para o restante do mundo. A travessia do Atlântico, até chegar ao nosso continente, ou mais precisamente, aos EUA, a travessia fora feita via aérea. Dos EUA para o restante do nosso continente, em especial para o nosso país, o referido também foi transportado via aérea, e não via terrestre, por estradas.  

No Brasil, como não poderia deixar de ser, por serem comercial e turisticamente as nossas duas mais importantes metrópoles, o coranavirus se estabeleceu na cidade de São Paulo e a do Rio de Janeiro. Fortaleza e Manaus, pelas mesmas razões, também tornou destino do coronavirus.

E por que a China, com seus mais de 1.500.000.000 de habitantes, presentemente, apresenta um número de mortes por Covid-19, inferior ao número de mortes acontecido no Brasil, se foi no seu território que o coronavirus veio ao mundo?

Pelo que já aconteceu, e como contra os fatos quaisquer outros argumentos não se sustentam, respondo: porque as autoridades chinesas cuidaram, no devido tempo, de evitar que o referido vírus se espalhasse por todo o seu território. A exemplificar: a província de Hubei e a sua capital Wuhan, foram imediatamente submetidas a um duríssimo Lockdown, e de lá ninguém entrava e nem saia sem o prévio consentimento de suas autoridades políticas e sanitárias.

Em relação ao alastramento do coronavirus em nosso país, o enfrentamento se deu da pior forma possível. A começar, pela absoluta ausência de uma estratégia e a ser posta em prática nos quatro cantos do nosso país, logicamente, advinda das recomendações da ciência e, politicamente, admitida pelos dirigentes de todas as nossas unidades federativas. Por assim não procederam acabaram cometendo o pior dos erros. Pior ainda: o combate ao cononirus acabou seno transformado num instrumento de natureza eminentemente politiqueira.

A provar que sim, enquanto a Covid-19 já se encontrava fazendo suas vítimas, mundo afora, no final de fevereiro deste ano, como se nada viesse nos ameaçar, brincamos e celebramos um dos maiores carnavais da nossa história, sobretudo, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Embora se diga que a China retardou em dar conhecimento do surgimento do coranavirus, ainda assim, a sua existência ocorreu dia 31 de dezembro de 2019. Por fim: ao invés de nos protegermos, optamos pelo carnaval.

 

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