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Causa e efeito

O pecador existe porque existe o pecado e o criminoso porque existe o crime

          O maior e o mais grave dos erros cometidos pela Operação Lava-Jato foi ter imaginado que punindo os criminosos, alguns deles escolhidos a dedo, já seria o bastante para golpear a corrupção no nosso país.

          Se o então todo-poderoso Sérgio Moro tivesse seguido as recomendações do celebrado Miguel de Cervantes, qual seja: “elimine a causa que o cessa”, muito provavelmente, a nossa corrupção não teria atingido os níveis já alcançados e o próprio Sérgio Moro não teria sido julgado como parcial e incompetente.

          Sobre as causas da nossa corrupção, pelo próprio juiz Sérgio Moro considerada como endêmica, ele pouco ou nada fez, nem mesmo quando alçado a condição de ministro da justiça do governo do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, Sérgio Moro, os espetáculos midiáticos derivados de suas decisões já seriam o bastante para satisfazer o seu próprio ego.

          Se em princípio, o dito cujo, não tivesse nenhuma pretensão política, ao vê-se celebrado como um herói, as coisas começaram a mudar, e não por acaso, o seu gosto pela política passou a motivar toda sorte de especulações, inclusive o de que abandonaria a magistratura para entrar na atividade que tanto criminalizara, no caso, a política.

          Hoje, dizendo-se candidato a presidência da República, Sérgio Moro tornou-se o símbolo mais representativo da desfaçatez entre os tantos quantos pretendem disputar as eleições de 2022. Daí a pergunta que não pode calar: Qual será a linguagem que ele utilizará para convencer os nossos eleitores, se na única profissão que exerceu a de juiz, ele se houve muitíssimo mal e bastante porcamente?

          Ressuscitar a Operação Lava-Jato não lhes será aconselhável, até porque, dela a impressão que se tem, em nada o ajudará, diria até, eleitoralmente, só o atrapalhara.

          Sobre os temas que influenciarão a escolha do nosso futuro presidente, por certo, os que mais se destacarão serão: o desemprego, a inflação e até mesmo a fome, assuntos que o próprio Sérgio Moro completamente os ignoram, ou seja, não tem a mínimo noção.  

          Por estas e outras me arrisco a dar a seguinte opinião: caso confirme a sua candidatura a presidente da República, no 2º turno das próximas eleições ou Sérgio Moro não comparecerá as urnas ou se verá diante do dilema de Sofia, qual seja: encolher se votará no ex-presidente Lula ou no atual presidente Jair Bolsonaro.                                    

          Decerto uma coisa: o lavajatismo não prevalecerá nas eleições de 2022 e pela mais elementar das razões: que julgou Sérgio Moro de parcial e incompetente foi à instância máxima do nosso poder judiciário, o STF.

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