Colunistas

Estímulos nocivos

 Que o ano de 2021 seja dedicado a superação das nossas crises, em particular, a de natureza política.

A nossa grande imprensa, sobretudo, àquela que assim se considera, na busca de preencher os seus espaços noticiosos já começou a focar as eleições de 2022 e tem feito delas suas principais pautas. A continuar assim, além de acirrar a nossa crise política, por certo, faltará tempo para o enfrentamento das nossas outras diversas crises.  
Que a gandaia que ocupa as nossas redes sociais assim continue, vá lá, afinal de contas, deles não poderemos esperar outra coisa, mas da nossa imprensa, reporto-me a imprensa propriamente dita, esperamos algo diferente e melhor, jamais a antecipação da disputa presidencial e das eleições para os governos dos nossos Estados de 2022. Ou faremos de 2021 um ano neutro em relação às tais disputas ou o pior ainda virá. 

Não costumo rotular o comportamento dos nossos políticos como os sendo de direita, centro e esquerda, ainda assim, sinto-me forçado a me quedar a realidade e fazer uma análise partindo de tais posicionamentos. 

Pela direita, e disto jamais abrirá mãos, e outra coisa ele não tem feito a não ser buscar a sua reeleição, já podemos contar com a candidatura do presidente Jair Bolsonaro. Como se diz na gíria, “ele só pensa naquilo”.

Pela esquerda ou a chamada centro-esquerda, o que resultou das eleições próximas passadas o que poderemos esperar, a não ser a quebra de sua unidade e muitas disputas. Ciro Gomes, por exemplo, está disposto a fazer qualquer composição, conquanto o candidato seja ele, independente do apoio, ou não, do ex-presidente Lula, este por sua vez, a mais expressiva liderança individual do nosso país. 

Pela direita ou centro direita chove candidaturas, tal qual aconteceu nas eleições de 2018. A se destacar, por sê-la a que dispõe de maior musculatura eleitoral, a do atual governador de São Paulo, João Dória. Outro que se diz disposto a entrar na disputa atende pelo nome de Luciano Ruck, cuja única marca tem sido a de apresentador de um programa televisivo que leva o seu nome: Caldeirão do Huck. Alguém precisa demonstrá-lo que o caldeirão Brasil é algo bem mais complexo.   

Em relação ao ex-juiz Sérgio Moro, a prevalecer a sua opção de se tornar sócio-diretor da consultoria internacional Alvares&Marsal, terá que desistir de sua pretensa disputa presidencial, e mais ainda, terá que advogar em favor das empresas que havia condenado e quase levado-as a falência, quando exercia as funções de xerife da Operação Lava-Jato. Isto mesmo, entre os clientes da Alvares&Marsal citaríamos, para as devidas compreensões: a Odebrecht, a OAS, a Queiróz e a Sete Brasil. 
Se 2021 não for um ano neutro em relação às disputas eleitorais de 2022 resta-nos apenas esperar pelo caos.  

 

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