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Chega de mortes

 Em vidas humanas e prejuízos econômicos a Covid-19 nos legará uma tragédia de dificílima superação. 

Alguns países já detiveram a proliferação da Covid-9, a própria China, por exemplo. A nova Zelândia, idem. Outros países também poderiam ser citados. E o que eles fizeram? Ao tempo em que passaram a cumprir rigorosamente as recomendações preventivas emanadas pelos nossos mais gabaritados centros científicos do mundo, num esforço nunca visto em toda história da humanidade, saíram em busca das vacinas que pudesse detê-la. . A Inglaterra já dispõe das vacinas em quantidade suficiente para imunizar toda a sua população, embora o seu primeiro ministro Boris Jonhson, em princípio, tem se revelado um tanto quanto negacionista. O mesmo aconteceu com o então presidente dos EUA, Donald Trump.  

No Brasil, a luta contra a Covid-19 foi, e continua sendo, desastrosa. Não por acaso, em número de mortes e contaminados, somos o vice-campeão mundial. Neste macabro campeonato, e a nossa frente, somente encontra-se os EUA.

Presentemente, somos o país do mundo mais perigosamente afetado pela Covid-19, e a despeito disto, sequer dispomos de uma coordenação nacional de ações que prenuncie a diminuição de contaminados. Pelo contrário. Os meses de janeiro e fevereiro, próximos passados, em número de contaminados e de mortes, ultrapassaram os mais trágicos meses do ano de 2020. Já contabilizamos a morte de 255.018 brasileiros. Este total foi verificado no último dia do mês de fevereiro. 

A tragédia que ora enfrentamos, tem muitos culpados, inclusive uma parte considerável da nossa própria sociedade. Mas em particular poderemos responsabilizar as nossas autoridades políticas, já que foram incapazes de unirem-se e seguirem um protocolo comum. Protocolo este insistentemente anunciado pelos mais conceituados centros científicos do mundo. E o mais grave: testemunhamos o mais gravíssimo de todos os erros, no caso, a politização da Covid-19. 

No Brasil, inquestionavelmente, a sucessão presidencial de 2022 passou a interferir, e muito negativamente, no combate a Covid-19, posto que, pelas elevadíssimas posições que exercem o presidente da República, Jair Bolsonaro e o prefeito de São Paulo, João Dória, em particular, não se comportaram, a altura, como combatentes, e sim, buscando tirar proveitos eleitoreiros da própria Covid-19, e a continuar os seus múltiplos e recíprocos insultos, no decorrer do ano em curso, poderemos ser considerados como um país pestilento e como conseqüência, um párea.

O baixíssimo nível de vacinação da nossa população, menos de 3%, por si só, exemplifica o desleixo das nossas autoridades em relação a Covid-19. Diria mais: do pós Covid-19 seremos vítimas de outra tragédia. 

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