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Desafios monumentais

   O presidente Lula terá que cuidar do nosso país em condições piores que o encontrou em 2003.

    O orçamento do nosso país, instrumento segundo o qual o presidente Lula recorrerá para resgatar seus compromissos eleitorais, e demais outros, encontra-se praticamente compromissado com despesas fixas e irrenunciáveis e num percentual inequivocamente assustador. Apenas disporá de 4% do seu total, afinal de contas, 96% já estão devidamente endereçados. Pior ainda, determinadas despesas continuarão crescendo e desprovidas de freios.

Ao eleger o combate as nossas desigualdades sociais como o mais desafiador obstáculo a enfrentar, em especial o combate a fome, terá que ser sua principal prioridade, posto que, nada justifica que sejamos um dos países, em escala planetária, que mais produz alimentos e 30.000.000 de brasileiros sobrevivam entre a carência alimentar e a fome propriamente dita. Nada mais vergonhoso para o nosso país.

      Decerto uma coisa: em continuando o radicalismo político entre lulistas e bolsonarista e a participação de outras correntes menos fanatizadas, mas sempre na busca de novas vantagens, jamais sairemos do atoleiro em que nos encontramos.

      Ainda que o presidente Lula seja bom de cintura, como se diz no linguajar político, isto não bastará para amenizar as nossas crises, já que elas fazem-se presentes em todos os segmentos da nossa sociedade, em especial, no triunvirato: educação, saúde e segurança pública.

      Exceto os produtos derivados do agro-negócio, em nada mais progredimos na última década. Nossa indústria que outrora respondia por 30% do nosso PIB só tem regredido e, presentemente, contra esta atividade, em razão do equilíbrio climático do planeta, vem sofrendo as mais severas restrições, a despeito de sermos o país detentor das mais importantes reservas de recursos naturais, a se destacar, a nossa exuberante floresta amazônica.

      A região amazônica é habitada por uma população superior a de Portugal, a nossa pátria mãe, e mesmo assim, os seus recursos naturais, cantados em versos e prosas, em nada têm feito diminuir a pobreza de sua população. Isto precisa ser observado pelas superpotências, especialmente por aquelas que enriqueceram num período em que sequer ouvíamos falar em aquecimento global.

      A preservação da nossa floresta amazônica e dos diversos biomas existente no nosso país tem um preço, e este jamais poderá ser pago sem que os países ricos dêem sua efetiva e justa contrapartida.

Se a floresta amazônica pede socorro, seus habitantes mais ainda. Já dizia o saudoso Betinho: quem tem fome tem pressa.

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