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O que dele restará?

As prévias do PSDB tende a transformá-lo num partido desprovido da menor atração

           Quando da eleição e reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB emergiu como o partido político que iria se transformar numa escola e no principal adversário do emergente PT, até porque, o extraordinário sucesso do Plano Real seria o bastante para alçá-lo a esta condição. De mais a mais, os tucanos dispunham dos melhores quadros no nosso mundo político. Citaríamos alguns deles: José Serra, Mário Covas, Franco Montoro, Artur da Távola, Freitas Nobre, Afonso Arinos, José Richa e muitos outros.  

          Ao final do 2º mandato de FHC, veio a 1ª eleição do presidente Lula, na sua 3ª tentativa de chegar à presidência da República, e a partir de então, nas eleições subseqüentes, o PSDB sempre conseguia chegar ao 2º turno, e sempre contra o PT. Nas eleições de 2018, embora tendo apresentado como candidato o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, o PSDB saiu-se bastante apequenado, cujo 2º turno ocorreu entre Jair Bolsonaro, do nanico PSL e Fernando Haddad, do teimoso PT.

          Vale ressaltar que nas eleições de 1989, a primeira eleição direta após a nossa redemocratização Fernando Collor de Melo elegeu-se filiado a um partideco que atendia pelo apelido de PRN. Daquela aventura os resultados foram os piores possíveis, ou seja, experimentamos o primeiro impeachment de um presidente. Diga-se ainda, o primeiro acontecido no nosso continente sul-americano, e de lá para cá, virou moda se propugnar pelos impeachments de todos os nossos presidentes, entre eles, e com sucesso, veio o bota-fora da ex-presidente Dilma Rousseff, esta por sua vez, acusada de haver cometido um crime de responsabilidade que sequer constava na nossa legislação. Reporto-me as tais pedaladas fiscais, a mais comum das práticas de todos os nossos governantes, e em todos os níveis.  

           Daí a pergunta que se impõe: quais as razões da nossa persistente instabilidade política? Resposta: as nossas instituições, e em particular os nossos partidos políticos, pelo fato de nunca terem sido levados a sério. Tanto não que, presentemente, o nosso Congresso Nacional é composto por representantes de 28 partidos distintos, motivo o bastante para obrigar que as relações entre o nosso poder executivo com seus correspondentes parlamentos só se dêem à base das negociatas, isto para não dizer, a base da compra de votos.    

          Nada contra a existência do número de partidos políticos existentes no Brasil, mas sim, a ausência de regras que impossibilitem a anarquia que ora vivenciamos nas nossas casas parlamentares, e em continuando assim, a nossa democracia jamais prosperará.

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