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Democracia em baixa

   Das eleições próximas passadas só poderemos tirar uma, e somente uma conclusão: nossa democracia pede socorro.

Dois exemplos bastariam para demonstrar o quanto se faz necessário cuidarmos da nossa democracia. Um vem do Estado de São Paulo e outro do Estado de Minas Gerais, duas das mais importantes unidades da nossa federação.  Analise-os e tire as suas próprias conclusões. 

O candidato reeleito para dirigir a capital do Estado de São Paulo, em todos os aspectos, a mais importante do nosso país, Brunos Covas, obteve em 2º turno 3.169.121 votos e os eleitores que se abstiveram de votar ou que anularam seus votos e votaram em branco perfizeram um total 3.649.457 votos. Nada contra a legalidade e a legitimidade da sua reeleição, todavia, nada poderia ser mais estranho, a não ser, o que aconteceu nas eleições municipais do também poderosíssimo Estado das Minas Gerais. 

Nas eleições de 2018, surpreendentemente, os mineiros elegeram para governá-lo o “não político” Romeu Zema, segundo ele, com o propósito de instituir uma nova política, portanto, contrastando com o histórico do próprio Estado das Minas Gerais, berço dos mais qualificados políticos da nossa história. Por falta de espaços citaríamos alguns deles: Afonso Pena, Gustavo Capanema, Afonso Arinos, Juscelino Kubitschek, Itamar Franco, Milton Campos e Tancredo Neves. 

De caso pensado e de última hora, Romeu Zema filiou-se ao recém criado Partido Novo, e nada além de condenar o que ele próprio denominava de velha política, outra coisa não prometia e nem dizia. Ainda assim conseguiu se eleger e presentemente faz uma das piores administrações que os mineiros já experimentaram. 

Minas Gerais é o Estado do nosso país que detém o maior número de municípios, no total, 853. Ainda assim, nas eleições próximas passadas o seu partido, apelidado de “Partido Novo”, não conseguiu eleger um único prefeito. E agora seu Romeu Zema, o que tens a dizer? 

Se nada têm, eu tenho. Os pregadores da tal nova política são os mesmos que vendem terrenos na lua. Vendem mas não entregam. O que precisamos, aí sim, é melhorarmos a qualidade da nossa democracia, isto porque, conforme disse o estadista Winston Churchill, “a democracia é o pior dos regimes à exceção de todos os demais”. Com isto o que ele quis dizer? Que a democracia é um regime em permanente construção e que precisa ser melhorado, e neste particular, nós brasileiros, sobretudo os nossos representantes políticos falharam redondamente.  

A política não precisa de adjetivações, mas os políticos sim, isto porque, existem os bons e os maus políticos, e é dos maus políticos que precisamos vê-los afastado do poder, e quanto mais longe, melhor.  
Simples assim! 

 

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