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Mais do mesmo

 Nas quatro últimas disputas eleitorais no Estado de São Paulo o radialista Datena lançou-se candidato. 

Não causou maiores surpresas à recente desistência da candidatura do jornalista “Datena” na disputa pela vaga de senador, pelo Estado de São Paulo nas eleições deste ano, mesmo as pesquisas colocando-o em primeiro lugar. Portanto, acertou àqueles que diziam que na hora “H”, a exemplo das eleições anteriores, Datena faria mais do mesmo. ,

Se candidato fosse, comporia uma dobradinha com o candidato a governador, Tarcisio de Freitas, e ainda por cima, atenderia aos interesses do presidente do presidente Jair Bolsonaro, afinal de contas, estamos a tratar do Estado que agrega o maior colégio eleitoral do Brasil.

 A desistência da candidatura Datena para além de prejudicar, sobremaneira, a candidatura Tarcísio de Freitas, em muito ajudará a de Fernando Haddad, o candidato a governador preferido pelo ex-presidente Lula, posto que, estimulará que o também candidato ao governo, Márcio França, do PSB, desista de sua candidatura ao governo e aceite ser candidato a senador, sacramentando a dobradinha PT/PSB, a composição que o ex-presidente Lula tanto desejava.

Sem a candidatura Márcio França para o governo de São Paulo, o candidato Fernando Haddad chegou aos 34%, a de Tarcísio Freitas aos 13% e a do atual governador Rodrigo Garcia candidato a reeleição, aos mesmos 13%, segundo a última pesquisa do Instituto DataFolha. 

Dois dados bastante desanimadores para as pretensões do candidato Tarcísio de Freitas. 01 – a alta rejeição do seu padrinho e principal cabo-eleitoral, Jair Bolsonaro no Estado de São Paulo é 13% maior que a rejeição do ex-presidente Lula. 02 – o atual governador Rodrigo Garcia, do PSDB, e candidato a reeleição, poderá excluí-lo já no primeiro turno, isto porque, na governadoria do Estado de São Paulo seu nome terá mais facilidade de ser difundido.

Sem a candidatura Datena para o senado, Tarcísio de Freitas perde aquele que poderia se tornar no seu principal cabo-eleitoral, e para encontrar outro candidato que venha substituí-lo, à altura, faltando menos de três meses para as eleições não será fácil, diria até, impossível.

Volto a repetir: tudo isto decorre da legislação eleitoral que dispomos, seguramente, a pior do mundo, e caso não seja radicalmente reformada a anarquia continuará nas próximas eleições.

Nenhuma outra reforma constitucional é mais urgente e necessária que a do nosso sistema político, partidário e eleitoral, já que as aprovações de todas as demais dependem desta. Que os eleitos nas próximas eleições lance a nossa atual legislação na lixeira de nossa história e aprovem uma reforma que ponham fim na nossa desordem. 

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