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Alguns prognósticos

Alguns prognósticos

Haverá segundo turno nas eleições para o governo do nosso Estado? E em havendo, quem lá estará?

Quando se pergunta a qualquer um dos defensores da candidatura Márcio Bittar se a disputa pelo governo do nosso Estado chegará ao segundo turno, de pronto, vem a resposta: haverá sim, e a disputa dar-se-á entre Tião Viana e Márcio Bittar. Se feita a um dos defensores da candidatura Tião Bocalom, invariavelmente, a resposta é a que se segue: haverá sim, entre Tião Viana e Tião Bocalom. Para ambos, Tião Viana chegará ao segundo turno.  

Para os marcianos, Tião Bocalom será eliminado já no primeiro turno e para os bocaleones, Márcio Bittar não passará no vestibular que poderia levá-lo ao segundo turno. Assim sendo e como a sobrevivência de um deles depende da derrota do outro, ambos vivem engalfinhados numa luta do tipo vida ou morte, diria até, num verdadeiro canibalismo eleitoral.

A provar isto, basta que observemos os resultados das pesquisas que ambos exibem em seus respectivos horários de propaganda de rádio e televisão. Segundo a pesquisa do tal Instituto Phoenix, na qual Tião Bocalom diz confiar cegamente, Márcio Bittar será derrotado já no primeiro turno. Já nas pesquisas do Instituto Delta, no qual Márcio Bittar recomenda que o IBOPE e o Vox-Populli tomem as devidas e necessárias lições a fim de aprenderem fazer suas pesquisas eleitorais, Tião Bocalom não chegará ao segundo turno.   

Feito o mesmo questionamento aos defensores da candidatura Tião Viana, nove entre dez respondem que a fatura deverá ser liquidada já no primeiro turno. Paixões inclusas, já que paixão e torcida costumam caminhar juntas e de mão dadas, das respostas acima, chega-se a mais outra conclusão, qual seja, o amplo favoritismo do candidato Tião Viana.  

 Aliás, como se comportaram no debate patrocinado pela TV-Gazeta, tanto Tião Bocalom como Márcio Bittar demonstraram, claramente, que não descartam a possibilidade do governador Tião Viana reeleger-se, e já no primeiro. Como se diz na gíria, a ficha parece ter caído. E por quê? Num compadrio um tanto quanto explícito, chegaram a apelar para o que costumamos chamar de abraço dos afogados. Melhor explicando: deixaram suas notórias e abissais animosidades de lado, comportaram como se íntimos fossem e até trocaram elogios. Enfim, nunca estiveram tão afinados.

Por que o candidato Márcio Bittar se dirigiu ao candidato Tião Bocalom e não ao candidato Tião Viana quando trouxe para o referido debate aquilo que ele insiste em apontar como tendo sido o maior escândalo de nossa história, no caso, o G-7? Neste particular, o questionamento foi feito à pessoa errada.  

 Por que ambos, Márcio Bittar e Tião Bocalom, não partiram para cima do governador Tião Viana, com gosto de gás, fazendo-lhes questionamentos sobre  saúde, educação e segurança pública do nosso Estado?    

Por fim: do debate ocorrido na T-V Gazeta, só restou provado que, na hora do perigo, os afogados esquecem suas diferenças e acabam se abraçando.

 

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