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A favor ou contra?

A favor ou contra?

O slogan do PSDB “Oposição a favor do Brasil” na prática, já se revelou numa farsa.

 

Quais foram e quais serão os nossos futuros estadistas? Do passado, o mais lembrado tem sido Getúlio Vargas. Quanta ironia! O mais longevo e cruel ditador de nossa história sempre aparece em primeira mão. No presente, sejamos honestos: é mais fácil encontrarmos uma agulha num palheiro do que entre os nossos políticos qual deles já tenha feito ou esteja fazendo por onde merecer tamanha distinção.    

Enquanto a escassez de estadistas continua a nos perseguir, da abundância de políticos, sobretudo, daqueles que só pensam na próxima eleição, não temos do que reclamar, afinal de contas, já temos em demasia. A comprovar, basta compararmos o que nossos políticos prometem quando estão fora do poder e o que costumeiramente fazem quando nele se aboletam.  

FHC, por exemplo, em razão de sua propalada formação acadêmica e política, teve tudo para entrar na nossa história como tal. Lamentavelmente, a sede pelo poder acabou levando-o – ou sendo levado - a caminhar por atalhos que acabaram lhe tirando qualquer chance de conquistar tão honrosa condição, enfim, quem proferiu a expressão: “esqueçam tudo o que eu escrevi”, não merece tal honraria. Quer mais? De defensor ardoroso do regime parlamentar de governo, quando teve todas as condições de instituí-lo, a sedução pelo poder levou-o a patrocinar a aprovação da emenda da reeleição no regime presidencialista, e o mais grave, em proveito próprio.    

Lula, o maior fenômeno eleitoral de toda a nossa história, também não ascenderá à condição de estadista, posto que, em seus dois mandatos à frente da presidência de nossa República, a exemplo de todos os seus antecessores, não se preocupou em fazer as reformas constitucionais que já se mostravam absolutamente indispensáveis e inadiáveis, entre elas, a reforma política. Afinal de contas, jamais construiremos uma democracia respeitável e uma República que venha ser levada a sério, enquanto nossos representantes políticos derivarem de uma estrutura partidária que já se revelou anárquica e nociva.

Se é verdade que os petistas conseguiram chegar ao poder fazendo oposição do tipo “quanto pior, melhor” pois assim se comportaram em relação aos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC, não há o que se discutir. Entretanto, o que não podemos admitir é que os tucanos tenham herdado uma prática que já imaginávamos que estivesse sido extinta em nosso país. Oposição sim, conquanto os interesses do nosso país se sobreponham a quaisquer o

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