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Socorro Neri reconhece vitória de Bocalom e abre prefeitura para transição

Logo após o resultado oficial da eleição, a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB) reconheceu a vitória de seu opositor, o candidato do PP, Tião Bocalom, agradeceu ao governador Gladson Cameli (PP), familiares, partidos da aliança, membros da militância, servidores municipais e eleitores que apostaram em suas propostas e sonhavam com a reeleição. “Estou com a consciência tranquila. Lutamos o bom combate com coragem e honra! Fizemos uma campanha limpa e propositiva. Defendemos uma gestão séria, planejada e a serviço do bem comum”, afirmou.

“Quero agradecer os 61. 702 votos dos eleitores de Rio Branco que confiaram nas propostas que apresentamos. Agradecer aos meus familiares, meus alicerces de vida, ao apoio do governador e amigo Gladson Cameli, que muito me honrou, ao meu leal companheiro de chapa Eduardo Ribeiro, ao meu partido, o PSB, aos partidos da coligação que se mantiveram fiéis ao nosso projeto, a militância sempre aguerrida, aos servidores da Prefeitura de Rio Branco. E a toda a população da nossa cidade, que sempre nos recebeu com muito carinho e reconhecimento.

Socorro Neri desejou boa sorte ao prefeito eleito e colocando a prefeitura ao seu interior dispor para iniciar o processo de transição. “Desejo sucesso ao prefeito eleito Tião Bocalom. E já nesta segunda-feira darei início aos preparativos para a transição, a ser feita da maneira mais republicana e transparente possível, como foi toda a minha administração. Este é o momento de expressar minha gratidão a toda a população e desejar o melhor para esta cidade que tanto amo”, disse a prefeita.

Perseverança

“Certamente a fé e a perseverança são características de um homem que nunca desistiu de seus sonhos. Que a mesma esperança de fazer o melhor pelas famílias rio-branquenses permaneça em suas metas, guiado pela força e coragem que marcaram sua trajetória até os dias de hoje”, afirmou o governador Gladson Cameli, ao parabenizar Bocalom pela vitória.

Produzir

O prefeito eleito Tião Bocalom, que criou o slogan “Produzir para Empregar”, confirmou, neste domingo, 29, o que os números das pesquisas de intenção de voto mostravam. Foi a quinta tentativa de cargo majoritário no Acre. Bocalom havia tentado duas vezes para o governo e duas para prefeito.

Empregar

Tião Bocalom tem, agora, a oportunidade de produzir para empregar e melhorar as condições de vida dos que oram no campo e na cidade, no centro e na periferia.  Nas entrevistas e no horário eleitoral “gratuito” no rádio e na televisão, Bocalom afirmou ser possível Rio Branco produzir Arroz e feijão para atender o mercado interno.

Vinte anos depois

O último assumidamente de direita foi Flaviano Melo, em 2000. Vinte anos depois, Bocalom quebra a hegemonia da esquerda, que passou 20 anos no poder, somando o mandato de Jorge Viana, eleito em outubro de 1992. Tal fato, aumenta a responsabilidade do prefeito eleito, Tião Bocalom.

O dia seguinte

Ao acordar na manhã desta segunda-feira, 30, Tião Bocalom, em conversa com o jornalista Evandro Cordeiro, afirmou que não quer ficar fazendo retórica, sobre aquilo que sonha para Rio Branco. “Quero fazer ao invés de ficar falando. Vamos esperar o andamento das coisas”, afirmou.

Professor

Formado em matemática, se tornou professor do Estado. Tentou três vezes ser prefeito da capital e duas governador. Esse ano venceu após ganhar em primeiro turno contra seis adversários e no segundo da atual prefeita da capital, Socorro Neri (PSB).

Sem amarras

Apesar de contado com apoio de praticamente todos os partido que disputaram o primeiro turno, Bocalom agradece os apoios, mas garante que vai governar sem amarras. Montará uma equipe equilibrada em relação a técnica e política.

No campo e na cidade

Bocalom continua falando de agricultura e produção, mas agora prefeito assume a responsabilidade de ter que governar para todos e sem um tema específico. “Tenho que cuidar da zona rural, fazer lá o que sempre sonhei, mas também tenho que cuidar da cidade”, afirmou.

Segundo

Bocalom será o segundo prefeito de Rio Branco que nasceu aqui. O primeiro foi o paulista Marcus Alexandre, eleito em 2012 e reeleito em 2016. O prefeito eleito é natural e Bela Vista do Paraíso, interior do Paraná e chegou ao Acre há mais de 35 anos.

De imediato

O novo prefeito pretende implantar, de imediato, o projeto “Bacia Leiteira”, que tem por objetivo gerar mais de 2 mil vagas de trabalho, melhorar os ramais e implantar o terceiro turno no atendimento nas unidades básicas de saúde, garantindo ampliá-lo até às 22h.

Voto declarado

“Vou às urnas já já e por oposição firme a quem optou pela falta de lealdade, pela mentira, pela desonra com os princípios socialistas e de esquerda que lhe conduziram a gestão, princípios esses que foram destruídos durante mais de dois anos de gestão, opto por votar em seu opositor.", afirmou o presidente regional do PT, Cesário Braga, Ao declrar voto em Tião Bocalom.

Contestação

“Como liderança do PT, deveria se guiar pela esquerda (PSB), lamentavelmente mostramos assim, que votamos em pessoas e negamos o projeto político partidário. O exercício da política não pode ser pessoal”, contestou, de imediato, Carlos Alberto, o Cacá, que foi secretário na gestão do governador Jorge Viana. Outras lideranças de esquerda também questionaram o voto de Cesário Braga.

Egoísmo

Apesar de termos dois candidatos com ficha limpa e experiência administrativa na disputa do segundo turno, em Rio Branco, o ex-senador senador Jorge Viana (PT) , que começou sua carreira política como prefeito da capital acreana, afirmou que o eleito não tinha boas opções.

Jogo sujo

“A política é um jogo tão sujo, que mesmo estando na frente nas pesquisas, a turma do Bocalom estão usando uma gravação antiga do Gladson pra governo, pra falar que o Gladson é 11. Gente 11 é o número do PP partido, que o Gladson era filiado. Gladson está sem partido. Imagina se eles tivessem perdendo nas pesquisas!!!”, afirmou dona Linda Cameli, mãe do governador Gladson Cameli (PP).

Gol contra

Governador Gladson Cameli (PP) prometeu apoiar a reeleição da prefeita Socorro Neri (PSB) e cumpriu. No entanto, a estrutura de campanha foi fraca, muito fraca. Além disso, muitos secretários e assessores marcaram gol contra. Ou seja, a prefeita pagou o ônus e não teve bônus. Pra completar, Socorro foi acusado de ser esquerdista, mesmo tendo o PT trabalhando e votando contra ela.

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