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Impressionante


Quem poderia imaginar que ser síndico de massas falidas pudesse atrair tantos interessados?  

Enquanto os nossos entes federados, em particular, nossos municípios, encontram-se praticamente quebrados, estamos assistindo o maior número de candidatos disputando às nossas prefeituras. Nem nos tempos das vacas gordas se viu nada igual. Daí a pergunta que não pode calar: O que tem despertado tanto interesse?    


Em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Recife (PE), justamente por serem os mais representativos municípios do nosso país, seja pela quantidade de candidatos que disputam suas respectivas prefeituras, e mais ainda, pela natureza das alianças partidárias que foram engendradas, as mais incoerentes possíveis, tudo leva a crer que boas coisas não estarão para acontecer.  

 
Com 11 candidatos, a disputa pela prefeitura de São Paulo não poderia ser mais emblemática, até porque, nem mesmo os interesses partidários estão sendo preservados, e sim, os interesses dos potenciais candidatos à presidente da República com vista às eleições de 2018. Foram-se os tempos em que era a próxima eleição que os moviam, e não a próxima da próxima era quem despertava as ambições dos nossos políticos. Vamos em frente.


  A candidatura João Doria, do PSDB, cuja eleição é do interesse particular do atual governador do Estado de São Paulo e presidenciável Geraldo Alckmin, do PSDB, não desperta o menor interesse ao também presidenciável José Serra, do PSDB, menos ainda, do presidenciável Aécio Neves, este por sua vez, presidente nacional do PSDB. Diria mais: José Serra não é apenas contrário a eleição do candidato João Dória, do seu próprio partido, como foi o principal articulador da aliança PMDB/PDS que resultou na chapa Marta Suplicy/Andrea Matarazzo. Ela ex-petista e ele ex-tucano. 


Falando-se na sucessão presidencial de 2018, se não bastasse às suas lutas intestinas, o triunvirato Aécio/Serra/Alckmin já notificou ao próprio Presidente Michel Temer que largarão a sua base de sustentação política caso persistam as especulações sobre sua candidatura a reeleição, e com mais intensidade reagem, contra a especulada candidatura do seu ministro da fazenda Henrique Meirelles, cuja viabilidade dependerá tão somente do seu desempenho no comando da nossa economia, a exemplo do que aconteceu com FHC, quando do governo Itamar Franco. 


Outra não é a razão que tem determinado a fartura de candidatos à prefeito nas eleições que se avizinham, sobretudo, nas cidades de maior importância, ainda que, nem a cidade de São Paulo, a maior do nosso país, historicamente, tenha sido decisiva nas eleições presidenciais. Pelo contrário: Os seus ex-prefeitos que disputaram à presidência da República não conseguiram se eleger. 


A ser verdade, e é, que nossas prefeituras, em sua grande maioria, encontram-se em estado falimentar, nada justifica a quantidade de candidatos a prefeito que se dizem dispostos à administrá-las. 


Por fim: O que está acontecendo na cidade de São Paulo verifica-se também nas nossas demais cidades. 

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