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Informação

Ao se descobrir que a desinformação e a má informação era um grande negócio a mentira tornou-se bastante lucrativa

   A internet, infelizmente, deu voz e vez às incontáveis levas de imbecis que passaram a se comportar como formadores de opinião. Daí a pergunta que não pode calar: a partir de então o que poderemos esperar? Desinformações, más informações e jamais indispensáveis informações. Resultado: suas súcias passaram trabalham, a soldo, conforme lhes foram encomendas.   

   Nada contra a tão extraordinária invenção, conquanto seus espaços passassem a ser, preferencialmente, ocupados por àqueles que, dotados de experiência e sabedoria, viessem contribuir para elevar o nível de compreensão e a consciência crítica de nossa população. Esta preocupação foi tornada pública quando o imortal Humberto Ego, proferiu a sua última aula numa das mais importantes universidades da Europa.

   A liberdade de expressão como um valor absoluto não poderá existir, posto que, em existindo a privacidade, à honra e a imagem das pessoas, sobretudo, dos inocentes, ficariam ao dispor dos infamantes, dos caluniosos e dos injuriosos, ou seja, daquele que confundem liberdade com libertinagem. Em tempo: o ônus da prova cabe a quem causa. Assim diz nossa legislação.

   Infelizmente, no nosso ambiente político, as redes sociais que operam no nosso país, irresponsavelmente, já transformaram os nossos representantes políticos, onde quer que estejam instalados, em malfeitores e desonestos, e não raramente, como chefes de organizações criminosas.

   Nas nossas redes sociais, e sempre num crescendo, os seus usuários, majoritariamente, estão a serviço das más informações, ou mais precisamente, da mentira, e na sua forma mais perversa, já que são contratados para agredir, indistintamente, a privacidade, a imagem e honra das pessoas, ainda que inocentes sejam.

   Não se trata de censura, e sim de responsabilidade política, moral e até civilizatória, impedir que as tais fake News, o pomposo nome que foi atribuído a mentira, tenham livre trânsito nas nossas redes socais. Do contrário, e em particular, as nossas disputas eleitorais serão transformadas em verdadeiros festivas de calúnias, injúrias e difamações e sairão vencedores àqueles que mais assassinarem as reputações dos seus competidores.

   As eleições de 2022, tudo nos levam a crer que serão as mais repletas de fake News. Desta feita, não haverá tempo para os candidatos falarem dos seus projetos e programas, e sim, a defender-se das acusações que lhes serão reiteradamente atribuídas.

   Outra não tem sido a causa da nossa população, cada vez mais descer dos nossos representantes políticos, e o mais grave, da própria política. Não tenho o presidente Jair Bolsonaro na conta de um genocida e nem o ex-presidente Lula na conta do maior corrupto do no nosso país, mas assim serão tratados. 

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