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Rumo ao caos

As nossas crises são muitas, mas só serão enfrentadas com o cessar da mãe de todas elas, no caso, a de natureza política

    A política, no seu mais amplo e melhor sentido, tem como objetivo a convivência, quando não perfeitamente pacífica, porém com o mínimo de harmonia. O pior acontece quando os adversários tornam-se inimigos e estabelecem uma guerra do tipo: vale tudo. Sem entrar nos detalhes, basta verificarmos, e a história está aí a comprovar, qual foi o fim dos jacobinos e dos girondinos, ao tempo da Revolução Francesa. Cabeças de ambos os lados foram decepadas lados e postas dentro de um mesmo cesto.

   Não atingimos o clímax que determinou a Revolução Francesa e nem o atual presidente Jair Bolsonaro poderá ser comparado a Luiz XVI. Longe disto, mas continuamos caminhando nesta direção. Daí a urgente e imperiosa necessidade de evitarmos que o pior aconteça.

    Os bolsonaristas, os lulistas e os tantos quantos, reporto-me sobremaneira aos integrantes da chamada terceira via e relembro-os o que disse o estadista Winston Churchill: devemos pensar nas próximas gerações e não apenas nas próximas eleições. Do contrario, o rosário de crises que estão a nos desafiar, só se aprofundarão.

    Não adiante falar que temos 19.000.000 de brasileiros passando fome e outros tantos sendo subalimentadas, enquanto assistimos o minguar do   nosso mercado de trabalho. Urge assistirmos o fim do nosso altamente intoxicado ambiente político/partidário.

    Envergonha-nos, e mundo afora, estarmos sendo tratados como uma republiqueta de bananas, e não raramente, como um país párea, quando na realidade, se conta nos dedos de uma mão, o número de países a dispor da imensidão dos recursos que dispomos.   

    A polarização Bolsonaro/Lula, e na conseqüência, de todos àqueles que a ela se opõem, ao invés de bombeiros, exercem as funções de incendiários, isto porque, as linguagens que utilizam jamais contribuirão para o estabelecimento da paz, sequer de um armistício, isto porque, nos seus horizontes, só vêem as eleições de 2022.

   Em sendo a política, na visão dos mais expressivos filósofos da história da humanidade, de todos, indistintamente, que o instrumento capaz de promover a paz, infelizmente, nos últimos anos, em nosso país, tem sido utilizado para pregar a divisão da nossa sociedade, e com bastante freqüência, semeando intrigas e ódios.  

   Não é demais lembrar que há 10 anos chegamos a ser a 6ª maior economia do mundo e um país respeitadíssimo mundialmente, e ora nos encontramos na 12ª colocação e com viés de baixa. Concluo fazendo-lhes a pergunta que não pode calar: por que somos o maior produtor de alimentos do mundo e 19.000.000 de brasileiros estão passando fome?

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