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De bom, nada

Das eleições de 2022 só nos restará esperar pelo pior, isto porque, as amostragens já são abundantes

   Nem Bolsonaro e nem Lula. Em princípio, imaginávamos que as eleições presidenciais de 2022, a partir da polarização Bolsonaro/Lula, determinariam o surgimento de uma 3ª via, responsavelmente unida, em torno de uma candidatura única. Mas não. Pior e mais grave que a referida polarização tem sido o comportamento daqueles que se dizem pertencer ao nosso centro político, entretanto, este já se encontra completamente dividido e com quase uma dezena de postulantes, o que, em última análise, antecipa que a disputa em 2º turno se dará entre Bolsonaro e Lula, a polarização que condenam.

   Como no provável 2º turno das eleições de 2022 Bolsonaro pretende se defrontar com Lula, justamente por achar-se herdeiro do voto anti-lulista, e Lula, sob a mesma perspectiva, sente-se herdeiro do voto anti-bolsonaro,  as múltiplas candidaturas de centro, só contribuirão para que a “gran finale” aconteça em Bolsonaro e Lula.                 

   Politicamente falando-se, tudo nos leva a crer que das eleições de 2022 só poderemos esperar o agravamento da nossa crise política, e na sua esteira, o agravamento das nossas demais crises, entre elas, a do desemprego e a da fome de milhões de brasileiros. Portanto, caminharemos para a pior das crises, justamente àquela que atende pelo nome de caos social.

   Para além das gravíssimas acusações que os centristas dirigem à dupla Bolsonaro/Lula, algumas delas levadas ao paroxismo, entre os próprios centristas, o clima já se transformou no pior possível, a exemplificar, o que está acontecendo com as prévias que o PSDB, posto que, quando o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, acusa o seu concorrente, o governador de São Paulo, de recorrer ao voto Bolsodória, significa chamá-lo de trapaceiro, ou no mínimo, de traidor.

   Como se falar em terceira via se entre os pretendentes, a candidatura Ciro Gomes já se tornou irreversível. Como se tudo isto não bastasse, o ex-juiz Sérgio Moro já se filiou ao Podemos, partido através do qual promete ser candidato.  

   Da fusão DEM/PSL, segundo promete os dirigentes do novo partido, um dos seus propósitos é indicar uma candidatura própria a Presidência da República, embora sem dispor de um nome com musculatura eleitoral para entrar na disputa.  

    Para que a 3ª via pudesse ser levada a sério, no mínimo, de suas lideranças, uma condição se faria necessária e indispensável, no caso, a capacidade de construir uma candidatura única.

   Como não, só restará aos candidatos centristas, e das mais variadas vertentes, submeterem-se ao dilema de Sofia, ou seja, no 2º turno, escolher em quem votar: em Bolsonaro ou no Lula, quando não, se absterem de votar. 

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