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Guerra eleitoral

Nas democracias que se prezam, as eleições propiciam novas esperanças. No Brasil, causam verdadeiras guerras

   Estamos há mais de um ano das próximas eleições, enquanto isto, nos nossos principais veículos de comunicação e nas redes sociais, sobretudo, as campanhas eleitorais dos prováveis candidatos às eleições de 2022, em especial, daqueles que disputarão a presidência da nossa República, transformaram-se no assunto prioritário do nosso dia a dia. Pior ainda: invariavelmente utilizando linguagens de baixíssimos níveis e bastantes agressivas. Vivemos o auge das fake News, ou seja, das mentiras. E o pior: devidamente planejadas e perversamente elaboradas e tornadas públicas.

   A criminalização da nossa atividade, o pior dos males contra a nossa democracia agigantou-se ao tempo em que a Operação Lava-Jato, sob o comando do então Juiz Sérgio Moro, transformou o nosso ambiente político num valhacouto de corruptos. Poucos conseguiram escapar da pecha de corrupto, a não ser àqueles que, propositadamente, foram poupados de ser inquiridos pelos falsos moralistas que compunham a referida operação.

   Como o tempo é o senhor da razão e a justiça tarda, mas não falha, pergunta-se: quais as razões que levaram as decisões do então juiz Sérgio Moro, num efeito dominó, terem sido revogadas nas instâncias superiores da nossa própria justiça.  Nada pior para um juiz do que ser julgado de incompetente e parcial.                       

   Nada contra o combate a corrupção. Tudo a favor, justamente por sê-la um dos mais corrosivos cupins da nossa e de qualquer outra República. Ainda assim, não será praticando crimes que combateremos a nossa corrupção, e neste particular, os integrantes da Operação Lava-Jato cometeram toda sorte de crimes, entre eles e a se destacar, o de ter grampeado um telefonema da então presidente Dilma Rousseff estando ela no pleno exercício da presidência da nossa República.

   Por que a dupla Sérgio Moro/Deltan Dellagnol entrou em desgraça e negam-se ou escondem-se de virem à público para, pelo ao menos, pedir desculpas pelos estragos que causaram a nossa atividade política e a nossa própria economia. O combate a corrupção, necessário e indispensável, porém da forma levada a efeito pela Operação Lava-Jato, determinou a falência de várias empresas, algumas delas, detentoras de milhares de postos de trabalho.

   Corrupto tem CPF e não CNPJ. Mas para os espetáculos midiáticos da Operação Lava-Jato não havia diferença. Destroçar a nossa indústria de construção civil, o setor mais prejudicado da nossa economia, cujo estágio de competitividade já havia atingido nível internacional, foi o que de pior poderia ter acontecido. A Operação Lava-Jato prejudicou a economia brasileira mais que a Operação Mãos Limpas prejudicou a economia da Itália. 

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