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Nada pior

 O baixíssimo crescimento da nossa economia irá levar o nosso país ao maior contingente de desempregados de nossa história.

Independente do coronavirus, a nossa economia já vinha tendo um baixo desempenho. Sendo mais preciso: desde o primeiro ano do segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff que a nossa economia vem atravessando os seus piores anos.

O próprio impeachment da presidente Dilma Rousseff decorreu de dois seguidos anos em que a nossa economia experimentou um encolhimento que se foi além dos 6% do nosso PIB-Produto Interno Bruto. Foi disto que resultou a ausência de postos de trabalhos e que elevou o nosso desemprego, dos estão 5%, para 12% da nossa população economicamente ativa. Não fosse por isto, as pedaladas fiscais jamais teriam determinado o seu bota fora.

Determinado o bota fora da então presidente Dilma Rousseff, a nossa economia começou a dar sinais de vida, mas não a ponto que prenunciasse uma robusta retomada do nosso crescimento econômico, digamos assim, algo no entorno dos 3% do nosso PIB.

Nos dois anos que restou ao então presidente Michel Temer, como consequência, do seu mandato tampão, a nossa economia cresceu pífios 1,3%. Menos mal quando comparado as duas retrações que havia herdado da sua antecessora. Digo até, se mais não conseguiu fazer, em grande parte devemos responsabilizar a criminalização que a Operação Lava-Jato havia imposta a nossa atividade política, ou mais precisamente, a tal velha política, e sendo ele, Miguel Temer, um tradicional político, jamais iria conseguir se livrar da onda, falsa moralista, pregada pelo lavajatismo.

Ao tempo em que me reporto a tal onda falsa moralista, excluo o excelente trabalho realizado pela referida operação na luta contra a corrupção e destaco, sobremaneira, no que dela resultou, no caso, a indiscriminada criminalização da nossa atividade política.

No comando da Operação Lava-Jato, o então juiz Sérgio Moro fez o que fez um falso veterinário que foi chamado a por fim nos carrapatos que havia tomado conta do rebanho de um determinado fazendeiro. Em sendo o tamanho da dose que transforma o remédio em veneno, por ter exagerado na dose, o tal veterinário conseguiu matar todos os carrapatos e, de resto, todo o rebanho que o fazendeiro buscava proteger.   

As eleições de 2018 se deram no seguinte clima: se todos os políticos eram criminosos, e como os eleitores não viam candidatos de suas preferências, acabaram fazendo o que de pior poderiam fazer: foram as urnas para protestar. Resultado: deu nisto que está aí.  
No pós-coronavirus, por certo, enfrentaremos a mais grave crise social de nossa história. E a quem iremos recorrer? Só e somente só, a política

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