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O Brasil tornou-se um país incapaz de responder aos nossos mais elementares requisitos de uma República

    Só faltava esta: a nossa próxima eleição caminha para se transformar no que de pior poderia acontecer, seja em termos democráticos e/ou  republicanos. Para tanto bastar avaliarmos os resultados que advirão das eleições de 2022, afinal de contas, já não é apenas a polarização – Bolsonaro/Lula – o nosso maior desafio, porquanto a doutrina aristotélica, segundo a qual, a virtude está no meio, ao invés emergir como solução, com preocupantes antecipações já se transformou numa pandemia de natureza política, cujos resultados se assemelharão iguais ou ainda mais graves, que os derivados pela pandemia da Covid-19.

   Da nossa classe política só tem surgido os piores exemplos, posto que, em oposição aos extremos Bolsonaro/Lula, do nosso presumível centro político, no mínimo, uma dezena de pretensos candidatos à presidência da bastante maltratada República, encontram-se engalfinhados em lutas do tipo vale tudo. A exemplificar, as prévias já marcadas pelo PSDB, através das quais, os atuais governadores, João Dória, do Estado de São Paulo, e Eduardo Leite, do Estado do Rio Grande do Sul, encontram-se numa disputa que chega a negar o histórico conciliador que sempre existiu no ninho dos tucanos. Pior ainda: segundo as pesquisas, até então divulgadas, nenhum dos dois sequer conseguirão chegar ao segundo turno quando das eleições de 2022.  

    Do tetra-candidato a presidência, Ciro Gomes, da sua metralhadora verbal e giratória, nenhum dos demais candidatos consegue escapar dos seus impiedosos disparos, posto que, somente ele se diz capaz gerenciar e resolver os gravíssimos desafios que nos aguardam. Ultimamente, ele tem feito do ex-presidente Lula o seu saco de pancadas.   

    E o Sérgio Moro? Após criminalizar a nossa classe política enquanto comandou a Operação Lava-Jato, ainda não descartou a hipótese de entrar na disputa, desta feita, munido da seguinte plataforma: a de palmatória moral da nossa velhacaria política. Mesmo que já tenha sido julgado um juiz parcial.

    Dos nossos tradicionais partidos, se é que assim podemos considerá-los, a se destacar, o PMDB, O DEM e o PP, as únicas mudanças que conseguiram proporcionar foram em suas siglas. A propósito, o União Brasil, recém criado, e do qual fará parte o ex-PFL, este que nos seus bons tempos chegou a eleger mais de 100 deputados federais e ao vê-se transformado num partido nanico quando ainda atendia pelo apelido de Democratas, teve que se fundir com o PSL, na tentativa de, pelo ao menos, numericamente, não restar, com no máximo, com meia dúzia de congressistas.

    Das eleições de 2022, seja para o bem ou para o mal, no 2º turno, os centristas, por merecido castigo, os ditos centristas terão que escolher se votarão pela reeleição de Jair Bolsonaro ou pela volta  ex-presidente Lula.

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