Colunistas

Colhemos o que plantamos

 A quem interessa a salada partidária existente em nosso país?

   Simples assim: àqueles que cuidam, a seu jeito e modo, ou mais precisamente, como melhor lhes convier, dos recursos públicos que passam a gerir. Em disputa: bilhões de reais.

   Mais de uma dezena dos nossos atuais partidos sequer dispõem de um único representante nas nossas principais Casas Parlamentares: nem na Câmara dos Deputados e nem no Senado de nossa República. Nada mais reprovável e prejudicial a nossa democracia. Outra não é a causa que tem nos levado a ser comparado a uma República de bananas. Já chegamos a ser considerado como o país do futuro. Detalhe a ser considerado: há 10 anos chegamos a ser considerado a 6ª maior economia do mundo e ora regredimos para 12ª colocação. E o mais grave: com viés de baixa.

   A quem haveremos de responsabilizar pelos nossos retrocessos? Evidentemente, aos nossos representantes políticos, sobretudo àqueles que foram alçados as mais importantes postos de poder na nossa República. No Brasil, já está sobejamente comprovado que àqueles que foram ungidos ao poder, salvo raríssimas exceções, jamais pensaram nas nossas próximas gerações, sim e tão somente, nas próximas eleições.

   Os paradoxos que assistimos prestam-se como os piores exemplos. Ora, se somos o maior produtor de alimentos do mundo e temos 19 milhões de brasileiros passando fome e outra quantidade ainda maior, sendo subalimentada, nada mais precisaria ser dito para retratar a nossa irresponsabilidade política e a nossa descrença com o próprio regime democrático. Neste particular relembro o saudoso Betinho: “quem tem fome tem pressa”, ou seja, não pode esperar, a não ser, pelo caos social, esta sim, a mais grave de todas as crises, posto que, em isto acontecendo, ao invés da ordem, passa a prevalecer a desordem.

   Vejo com profundas preocupações o que estar acontecendo no nosso país, em particular, pelas muitas oportunidades que já perdemos, pois não basta sermos um dos países do mundo detentor do maior volume de recursos naturais, e na contramão não termos tido a capacidade de transformá-los em riqueza.

   Terras férteis e abundantes, água, sol e uma população, por natureza, pacífica e trabalhadora fazem inveja a qualquer outro país do mundo. Aqueles que dizem que Deus é brasileiro baseiam-se na imensidão de recursos naturais que dispomos. Em que país do mundo os árabes e os judeus convivem como irmãos? Praticamente, apenas no Brasil.

   Esta polarização política que passou a vigorar no nosso país é o que de mais nocivo poderia acontecer, para nós, o povo brasileiro, e na sua mais perversa versão.

   Por último: se a união faz a força, a desunião só nos faz enfraquecer.

Artigos Publicados

Regulamentação, sim

Bagunça partidária.

Governabilidade

Causa e efeito

O que dele restará?