Colunistas

Não é o nosso caso

Diz um ditado latino: se queres a paz prepara-se para a guerra. No caso, só nos restará buscar a paz

   A despeito das múltiplas interpretações que foram dadas ao conteúdo da carta que o presidente Jair Bolsonaro dirigiu a nossa nação, na qual, deixou claro que o restabelecimento da paz era a sua disposição. De pronto, senti-me um tanto quanto aliviado, porquanto restou evidenciado que ele estaria disposto a por fim na aparentemente guerra que havia se estabelecido no nosso país.

   Dêem-lhes a tradução que pretenderem: recuo, rendição, ou outras quaisquer. Porém o importante foi reconhecer que a harmonia precisaria ser restabelecida, e entre os três poderes, sobremaneira. Que alguns incendiários não tenham gostado do inteiro teor da referida manifestação, até mesmo de alguns dos próprios aliados do próprio presidente Jair Bolsobaro, entende-se, pois aos incendiários só as crises lhes interessam.   

   Falando-se em bombeiro, o ex-presidente Michel Temer aceitou e deu conta da missão para qual fora solicitado. Para tanto basta que avaliemos as suas conseqüências. Tanto deu que, caso suas orientações sejam atendidas, a mais grave de todas as nossas crises, reporto-me a nossa crise política e institucional, se não no todo, mas em boa parte, já foram bastante atenuadas. Daí a pergunta que não pode calar: quanto tempo durará a nossa aparente paz? A resposta depende dos desarmamentos dos espíritos dos nossos agentes políticos, ou mais precisamente, que a disputa eleitoral de 2022 só venha acontecer no devido tempo, posto que, assim determina o nosso correspondente calendário eleitoral.

   Os culpados não são apenas os fanáticos da polarização Bolsonaro/Lula. E a provar que não, basta que verifiquemos o comportamento dos seus principais críticos, no caso, mais de uma dezena pré-candidatos, ditos centristas, que disputam a presidência da República. Ora, se eles não conseguem chegar a um denominador comum, por certo, estão alimentando a polarização que dizem condenar.  

   Com tantas crises a nossa frente, algumas delas bastante desafiadoras, se continuarmos assistindo toda sorte de agressões, não conseguiremos a paz que queremos e que se faz necessária, e do “povo” de que tanto falam, são suas principais vítima, sua principal vítima. O povo do presidente Jair Bolsonaro não é o povo do ex-presidente Lula, menos ainda o povo Ciro Gomes, do João Dória e de tantos outros que se arvora em porta-vozes do povo brasileiros. Simples assim!

   Já nas eleições de 2018, da qual saiu eleito, legal e legitimamente, o presidente Jair Bolsonaro, 1/3 dos nossos eleitores sequer compareceram as urnas, isto porque, já vem de longe e sempre num crescendo, a descrença do nosso povo, e com absoluta razão, no comportamento dos nossos políticos.

Artigos Publicados

Regulamentação, sim

Bagunça partidária.

Governabilidade

Causa e efeito

O que dele restará?