Colunistas

Eleições não bastam

Ainda que imperativas, numa democracia, não basta apenas a ocorrência das eleições

   O mais sanguinário tirano do mundo, Adolf Hitler, entre outros, ascenderam ao poder, pela via do voto. Portanto, e por mais uma vez repito: quem preza pela democracia, só em chegando ao poder, tem a oportunidade para se revelar. Entretanto, e não raramente, alguns deles, em chegando ao poder com o propósito de assassiná-la. Vale a pena ressaltar que no nosso continente latino americano, já chegamos a ser governado, simultaneamente, por diversas ditaduras.

   Não é demais lembrar que na segunda metade do século XX vários países que compõem a nosso continente, estiveram submetidos a sangrentas ditaduras. Entre eles citaríamos: Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Guatemala, República Dominicana e Brasil.

   Prometer democracia e liberdade, historicamente, tem sido a plataforma e a principal promessa dos candidatos, independente das correntes políticas a que pertençam. Não sou simpático as rotulações esquerda e direita, menos ainda, aos mais extremados, mas algo em comum existe entre eles. Quando ascendem ao poder, nele buscam permanecer.

    O velho e não saudoso Fidel Castro chegou ao poder se opondo a ditadura de Fulgência Batista, e em lá chegando se fez o mais longevo e cruel ditador do nosso continente.

   Ser democrata nos discursos e nas promessas, sempre foi o principanexaustivamente utilizado, sobretudo por aqueles que, em chegando ao poder já traziam o propósito de assassiná-la. Não é demais lembrar que ao longo na nossa história democrática e republicana, ou seja, nos seus 132 anos de vida, já assistimos de tudo que contraria não apenas o regime democrático, e em particular, a nossa muitíssima mal cuidada República.

   Envergonha-me, sem pouco ou nada poder fazer, a não ser me indignar, a cada novo apelido que já foi atribuída a nossa República. O que diria Sócrates e Plantão, e vivos fossem, entre outros memoráveis filósofos da antiguidade, além deles, àqueles que mais tarde pregaram o iluminismo, ao assistir a nossa inconclusa e mal acabada República, pelo fato de ter se transformado em algo desprezível, e não raro, a serviço dos tiranetes de ocasião.  

   No grito, lave ressaltar, deu-se a independência do nosso país do domínio de Portugal e no grito a nossa República foi anunciada. Daí a pergunta que não pode calar: a nossa independência beneficiou a todos? Os socialmente desiguais e, sobretudo, os pobres e negros dirão que não, e em relação a nossa República basta verificarmos, não apenas os desequilíbrios em os brasileiros, e em particular, entre as nossas próprias regiões. Para tanto basta verificarmos os desequilíbrios sociais existentes nas várias regiões do nosso país, sobretudo, a miséria predominante nas nossas regiões: norte e nordeste. 

Artigos Publicados

Corrupção

Ledo engano

Único

Por que existem?

Guerra fria