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Prejuízos inevitáveis

 Proteger as vidas humanas e não as suas conseqüências econômicas deveria  ser a prioridade contra a Covid-19.

O coronavírus, em princípio, transmitiu-nos a falsa impressão que as suas principais vítimas seriam àquelas que viviam em confortáveis condições econômicas, isto porque, a Covid-19 chegou ao Brasil transportado pelos integrantes das nossas classes socialmente privilegiadas, em destaque, os brasileiros que costumavam gozar as suas férias no exterior, e/ou, por àqueles que em razão de suas atividades econômicas, freqüentemente, faziam-se presentes nas principais eventos patrocinados pelas grandes potências econômicas do planeta. Até chegamos a imaginar que a Covid-19 não distinguiria suas vítimas, se pobre ou rico, branco ou preto, e mais ainda, que sua proliferação independia das opç&otild e;es de natureza política, de quem quer que fosse.

Ledo engano, e a provar que sim, basta verificarmos que a quantidade de pobres e pretos que morrem por Covid-19 tem sido superlativamente superior a dos brancos ricos que são vitimados pelo referido vírus. Diria mais: grande parte dos pretos e pobres que já foram à óbito sequer tive a oportunidade de ser atendidos nas UTIs, nem mesmo nos chamados hospitais de campanhas. Outra de suas principais características: por residirem em bairros periféricos, os pobres/pretos, sequer tiveram as mínimas condições de serem socorridos.   A cidade de São Paulo bem que se presta para definir em quais dos seus bairros encontraremos o maior número de mortes por Covid-19. Emb ora o re ferido vírus, inicialmente, tenha partido dos elegantes gabinetes da Avenida Paulista, cujos proprietários, cada vez mais, passaram a se deslocar em seus próprios helicópteros como forma de se livrarem da contaminação, sequer se preocupavam como os seus empregados, estes por sua vez, obrigados a se deslocarem em ônibus e metrôs superlotados após terem enfrentarem filas quilométricas. A própria cidade de São Paulo já revelou que são nos seus bairros mais pobres que se concentram o maior número de vítimas da Covid-19. Isto vem se verificando e numa proporção demasiadamente desumana. O exemplo a seguir não poderia ser mais representativo e ao mesmo tempo se prestará como mais um exemplo a ser seguido.

No mapa que mede a desigualdade social da própria cidade de São Paulo, encontra-se  em seus registros: no dia 02 de julho, enquanto o bairro de Barra Funda registrava 21 mortes por Covid-19, em cidades Tiradentes, já se contabilizavam a morte de 223 dos seus habitantes.  



 

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