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Emblemático

Em 2022 completaremos 200 anos da nossa independência. Uma data bastante simbólica

   Para além do simbolismo do ano 2022 acontecerão as eleições para sucessão do presidente da República, dos 27 governadores de todas as nossas unidades federadas, de todos os integrantes da nossa Câmara de Deputados e dos integrantes de todas as nossas Assembléias Legislativas e de 1/3 dos nossos senadores.

   Para que possamos homenageá-lo, faz-se necessário que demonstremos a nossa disposição com o estado democrático de direito e que os erros cometidos no passado não mais repetiremos e que todos àqueles que vierem a se eleger estejam imbuídos desse propósito. Ademais, que os nossos poderes, conforme determina o artigo 2º da nossa constituição, funcionem independentes e, sobretudo, harmonicamente.

   Se somos um país abundante em recursos naturais, neste particular, um dos mais destacados do mundo, posto que, dispomos da 5ª maior extensão territorial e da 5ª maior população, quando comparado com os demais países, estamos destinados a ocupar, no contexto mundial, a posição que nos está reservada.

   Daí a pergunta que não pode calar: por que a materialização, cantada em verso e prosa, a de que somos o país do futuro não vem acontecendo? De antemão já poderíamos assegurar: nós, brasileiros, não temos sabido transformar os nossos recursos em riqueza.

   Decerto uma coisa: politicamente, temos cometidos os mais elementares erros. Já está fartamente comprovado que a maioria dos nossos representantes políticos só pensa nas próximas eleições, ao tempo em que renunciam a honrosa condição de estadista.

   Não basta o cumprimento de um calendário eleitoral para legalizar e legitimar a nossa representação política. São ações, sim. Pior ainda: com a legislação política/partidária que temos, jamais atingiremos o nível políticos dos países que fortalecem as suas democracias.

   Não apenas o presidente Jair Bolsonaro, assim como, todos os seus antecessores, praticamente, tornaram-se reféns do nosso Congresso Nacional, este por sua vez, composto por representantes de mais de 25 partidos distintos, parte considerável deles, funcionando com se fossem empresas privadas. O histórico do que se denominou chamar de toma-lá-dá-cá e que vem se arrastando já há bastante tempo, tem sua origem na fragmentação partidária das nossas casas parlamentares, e enquanto a mesma se mantiver, a governabilidade, não apenas do nosso país, bem como a dos nossos estados e municípios só será possível a partir de negociatas.

   Comemoremos em 2022, não apenas os 200 anos da nossa independência e o início do fim da nossa fragmentada representação parlamentar.   

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