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Nelas, confio

Reporto-me as nossas forças armadas, cujas ações, sempre se houveram muito bem

   Volta e meia as nossas forças armadas, e em particular, o nosso exército, vê-se apontado como uma instituição a serviço dos interesses subalternos de determinadas correntes políticas e isto vem acontecendo sem que os seus comandantes sequer tenham se pronunciados. Isto não pode continuar, a não ser, para àqueles que apostam no quanto pior, melhor.

   Os nossos quartéis, das nossas três forças armadas: exército, marinha e aeronáutica, só nos têm dado bons exemplos. Nelas prevalecem a ordem, a disciplina, a hierarquia e o respeito a nossa constituição e as demais leis, legal e legitimamente instituídas, e só agem quando acionadas por um dos nossos três poderes: o legislativo, o executivo e o judiciário.

   Como instituições do Estado brasileiro e composto por cerca de 400.000 humanos, entre eles, porém muito raramente, alguns deles se revelam contrários as suas efetivas e reais missões. Entretanto, quando isto acontece, são exemplarmente punidos.

   Ainda assim, em razão do período 1964/1984, quando o poder executivo do nosso país passou a ser exercido pelos militares, ou mais precisamente, por generais do exército, restou em parte de nossa sociedade, uma determinada aversão as nossas armadas, sem que as suas verdadeiras causas tenham sido devidamente avaliadas, menos ainda, que vivíamos no auge da chamada guerra fria, de um lado os EUA e do outro lado a URSS.

   A idéia da ruptura institucional e que resultou na interrupção do mandato do presidente João Goulart não partiu dos quartéis e seus precursores foram sim, as mais expressivas figuras do nosso ambiente político, tamanha era a baderna que havia tomado conta do nosso país.

   Recentemente, ao se reportar àquele período, 1964/1984, o ministro do STF, Dias Toffolli, ao invés de denominá-lo de ditadura, denominou-o de um movimento civil/militar, com o qual concordo, até porque, e particularmente creio, que o seu propósito fora o de isentar os militares de qualquer tentação golpista.

   Presentemente, os pregadores de um golpe, vêm ser exatamente àqueles que, outrora, tentaram marchar à imagem das nossas forças armadas, e por certo não conseguirão, até porque, de livre e espontânea vontade e diante das muitas crises que estamos a enfrentar, jamais as nossas forças armadas se disporiam a solucioná-las.

   Porém, que estejam disponíveis a evitar um hipotético e anunciado golpe, com certeza, as nossas forças armadas estarão prontas e preparadas, sobretudo porque, não podemos por nas suas contas as recorrentes irresponsabilidades derivadas dos maus comportamentos dos nossos representantes políticos.

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