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Noticias falsas

  As chamadas Fake News só fizeram piorar o nosso já bastante arruinado sistema político.

As nossas últimas eleições, e em particular, as de 2018, veio encontrar o nosso ambiente político literalmente criminalizado, e como conseqüência, os candidatos menos alvejados pelos disparos de Fake News e, sobretudo, àqueles que mais criminalizaram a própria atividade política, mais vantagens conseguiram obter. Lamentavelmente, esta perversa lógica acabou rendendo dividendos eleitorais àqueles que conseguiram assassinar as reputações dos seus eventuais adversários, alguns deles, comprovadamente honrados.  

A própria eleição do presidente dos EUA, Donald Trump, ainda que não possamos creditá-la aos disparos, e em massa, de notícias falsas, das tais Fake News, ainda assim, com bastante freqüência, ele tem sido acusado de tê-las utilizadas e de forma bastante abusiva. Neste clima aconteceu a eleição de presidente Jair Bolsonaro, a despeito dos seus mais de 30 anos de atividade política. E qual era o seu mais emblemático compromisso? Estabelecer uma nova prática política e o conseqüente bota-fora dos integrantes da velha política.

Quando o estadista Winston Churchill chegou a dizer que a democracia era o pior dos regimes, a exceção de todos os demais, ele simplesmente quis dizer que a democracia, onde quer que ela se estabeleça precisa ser contínua e permanentemente aperfeiçoada. Entretanto, a nossa democracia, em matéria de aperfeiçoamento, pouco ou nada aconteceu. Sendo mais preciso: só piorou. .      Reporto-me as Fakes News como objeto central desta minha manifestação, justamente por se tratar de um gravíssimo crime contra a nossa e qualquer democracia. Para tanto, vejamos o que diz a alínea IV do artigo 5º da nossa constituição: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

Assim sendo, àqueles que se escondem no anonimato e passa a violar a intimidade, a agredir a honra e a assassinar reputações, confunde o que lhes é por direito, em crime. E após o advento da internet, num crime de altíssima gravidade, diria até, do tipo lesa-pátria.

Custa-me crer que o presidente Jair Bolsonaro tenha instalado no  próprio Palácio do Planalto o tal gabinete do ódio e que o mesmo tinha como objetivo fazer disparos de Fake News contra seus opositores, inclusive contra os nossos demais poderes, até porque, se isto tiver acontecido, urge que a nossa democracia seja posta numa UTI. Do contrário, não a salvaremos. Quem usa a sua liberdade de opinião para praticar crimes, definitivamente, não a merece. Isto não é censura, e sim, a melhoria da nossa democracia. Com a palavra: a CPI das Fake News e os inquéritos que buscam identificar as usinas de mentiras.


 

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