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Quais seus limites?

A liberdade encontra nas suas próprias leis, inclusive nas melhores democracias, seus próprios limites

   Quando devidamente interpretadas à aprovação de toda e qualquer lei tem como objetivo final impedir o abuso de um dos principais direitos de qualquer cidadão, entre eles, o da liberdade de expressão, em particular, quando são utilizados os meios que permitem a comunicação à distância. E após o advento da internet, mais e mais este direito precisa ser observado. Bem disse Thoms Jefferson, o terceiro presidente dos EUA:  “o preço da liberdade é a eterna vigilância.

   Entendo que o combate ao pecado seja bem mais importante que o combate ao pecador, e de igual forma, que o combate ao crime seja bem mais importante que combater ao criminoso, isto porque, estamos a tratar de causas e efeitos. E como dizia Miguel de Cervantes: cessadas as causas o efeitos cessam.

   Desta feita, sinto-me obrigado a trazer ao debate e identificando àqueles que, diariamente, e em posições opostas, tem abusado da liberdade de expressão para cometer as mais grotescas acusações, e tendo como alvos preferenciais o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula, presentemente, os dois que muito provavelmente estarão na disputa, em 2º turno, nas eleições presidenciais de 2022.

   Ao bolsonaristas que assistem as lives do historiador Marco Antônio Villa, e acobertados de razões, discordam dos termos que ele utiliza toda vez que se reporta ao presidente Jair Bolsonaro: corrupto, genocida, chefe de organizações criminosas, entre outros de igual ou maior teor infamante. De outro lado, àqueles que defendem o ex-presidente Lula e que assistem o programa “pingos nos is” exibido pela rádio Jovem Pan, discorda dos termos que lhes são atribuídos, entre eles, o de maior ladrão de nossa história.

   Como dizia Santo Thomás de Aquino: “a virtude está no meio”. Particularmente, assim entendo.  Daí a pergunta que não pode calar: por que aqueles se dizem e verdadeiramente contrários aos extremos, assistem a tudo isto sem tomarem as devidas e indispensáveis providências? Lembro-lhes que a omissão em nada contribui para o restabelecimento da paz que tantos desejamos, sobretudo, por nos encontrarmos na travessia de diversas crises e de diversas naturezas.

   Sou contra a censura, literalmente contra, mas em relação à liberdade de expressão, há que se exigir, daqueles que a utiliza de forma absolutamente irresponsável as devidas e indispensáveis sanções.

   A industrialização da mentira não pode prosperar, menos ainda, após o advento da internet. Liberdade sim, libertinagem não. Daí a urgente necessidade de restabelecermos a verdade, seja para punir os criminosos e, sobretudo, para que os inocentes não venham ser moralmente linchados.  

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