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Nada é absoluta

A lei tem como objetivo limitar não apenas a minha liberdade, assim como, a liberdade dos outros

   Se a liberdade fosse um direito absoluto a convivência social se tornaria impossível. Em síntese: nenhum direito é absoluto, a não ser para àqueles que não respeitam os direitos do outros. Reporto-me aos direitos que reiteradamente são sugeridos pelos libertinos, estes sim, autênticos devassos.

   O que seria da mobilização de uma metrópole, na qual milhões de veículos trafegam diariamente, se não existisse uma sinalização para fazer o seu regular, necessário e indispensável controle? O sinal vermelho, não subtraia a liberdade dos dirigentes dos veículos, apenas possibilita que os demais motoristas posam ter o mesmo direito. Do contrário, todos se viam envolvidos e prejudicados em razão dos denominados engarrafamentos.

   Ultimamente, nenhum dos direitos tem sido mais questionado que o chamado direito de expressão, sobretudo por aqueles que o tem como um direito absoluto. A se destacar, os libertinos, estes por natureza, sempre dispostos a agredir a privacidade, a imagem e a honra das pessoas.

   Reportando-se aos maus exemplos, e por minha conta e risco, incluo os libertinos, no caso, os seus maiores mais destacados malfazejos. Jean Jacques Rousseau assim se reportou: a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.

   Todos aqueles que divulgam inverdades, pior ainda, com propósitos perversos e, portanto, subalternos, tão somente conspiram com a liberdade, isto porque, não existe liberdade sem responsabilidade. Winston Churchill costumava dizer que a liberdade precisava se fazer acompanhada da justiça, d honra, de dever, de piedade e de esperança. Portanto, quanto maior for a minha liberdade, maiores serão as minhas responsabilidades. Assim se pronunciou o imortal Victor Hugo.

   Ao limites da liberdade são determinados pelas leis, e quando estas tornam-se superadas, por inequívocas razoabilidades e conveniências, que as mesmas sejam revogadas e substituídas por outras, conquanto sejam mais adequadas e úteis.

   A partir do instante em comunicação passou a se processar a longa distância, e não mais de boca em boca e, em particular, após o advento da internet, que se faz necessário que suas transmissões não podem ficar ao sabor daqueles que fazem da calúnia, da difamação e da injúria, suas ações.

   Sou literalmente contra a censura, em quaisquer de suas formas, entretanto, considero a livre veiculação das mentiras tão ou mais nocivas que a própria censura, algo que tem crescido, exponencialmente, nos períodos que antecedem as nossas eleições. Há que se por freios aos nossos libertinos, pois são eles que transformaram, irresponsavelmente, o nosso ambiente político nisto que está aí, num verdadeiro valhacouto de malfazejos.

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