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Mantenham-se unidos

De antemão reafirmo: darei meu molecular apoio em prol do governo do presidente, Michel Temer.

O próprio presidente Michel Temer (PMDB), e mais: José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado, não apenas desejam como já estão trabalhando, dia sim e outro também, visando se viabilizarem como candidato à presidência da República nas eleições de 2018. Uns mais discretos que outros, mas todos tentando se viabilizar suas candidaturas. Vide a disputa pela prefeitura de São Paulo.

Decerto, nenhumas das personalidades acima citadas serão perdoadas se suas hipotéticas candidaturas obstaculizarem o governo do presidente Michel Temer, até porque, se uniram para propiciar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, nada justifica que venham se dispersar em razão de seus interesses partidários e/ou pessoais. Portanto, se dispersarem-se, que vão logo se preparando porque serão taxados de golpistas, ou no mínimo, de terem composto uma quartelada parlamentar que tinha como único propósito o de afastar do poder uma presidente que fora eleita sob o manto da soberania popular. Volto a repetir: impeachment não é golpe, mas precisa de ações que venham legitimá-lo. 

Se ao longo de sua interinidade o presidente, Michel Temer, vinha se comportando como o mais discreto entre todos os presidenciáveis com os quais tivera que conviver, mesmo que tenha dito que não seria candidato à reeleição caso viesse a ser efetivado no poder, nada tem a ver com o que o futuro lhes reservará, até porque, sua candidatura à reeleição dependerá tão somente do êxito do seu governo, sobretudo, das ações que digam respeito à retomada do nosso crescimento econômico, este por sua vez, imperativo para propiciar a melhoria do bem estar de nossa sociedade. Neste particular, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não poderia ser mais preciso quando afirmou que se sua gestão for exitosa, querendo ou não, o presidente Michel Temer será candidato a reeleição.

Sinceramente, não terei saudades do governo Dilma Rousseff, mas de uma coisa tenho a mais absoluta certeza: como a base de sustentação do governo do Presidente Michel Temer, majoritariamente, composta pelos parlamentares que apoiaram o governo da presidente Dilma Rousseff, no quesito confiança, ainda precisa ser testada, sobretudo, quando for convocada para aprovar projetos sabidamente impopulares, porém absolutamente indispensáveis ao ajuste fiscal que o governo Michel Temer terá que fazer.

A ver! Não será a cantilena dos petistas e dos comunas, acusando-o de golpista, o maior desafio que o presidente Michel Temer terá pela frente, e sim, o de depender de uma base de sustentação política, na qual, meia dúzia dos seus integrantes, só está pensando em substituí-lo.

Por fim: os 367 deputados federais que determinaram a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e os 60 senadores que a condenaram, incondicionalmente, terão que apoiar o governo do presidente Michel Temer, até porque, àqueles que negarem a apoiá-lo, não poderão reclamar se vierem a ser tratados como golpistas, ou algo ainda pior. 

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