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Chega de farsas

Ser honesto não é qualidade, e sim, uma obrigação.

Quando alguém busca um mandato eletivo e começa explorando a sua própria honestidade, todo cuidado será pouco, posto que, quem se candidata para a importantíssima missão de representar o povo, em quaisquer dos poderes e em quaisquer dos seus níveis, em sendo verdadeiramente honesto, não a exibe como qualidade, até porque, ser honesto é um imperativo para todos aqueles que participam ou pretendam participar de qualquer atividade, sobretudo, política. Repito: para o homem público a honestidade vem sempre em 1º lugar.

 Revendo a história da humanidade, e a nossa em particular, abundam os nomes daqueles que se diziam honestos e quando alcançaram o poder revelaram-se verdadeiros larápios. Denomino-os assim porque tratá-los como desonestos soaria como música.  

Aquele candidato em quem você votou baseado em suas pregações moralistas e ora vê-lo transformado num gatuno, lhes fez vítima pela segunda vez. A primeira foi quando, enganando-o, obteve o seu voto, e por assim proceder, dele só se pode esperar decepções.

Esta foi a causa que determinou o estadista Winston Churchill a dizer que a democracia não era um regime perfeito, e sim, o menos imperfeito entre todos. Disto resultou a adesão majoritária pela democracia e a esperança que os seus erros próprios  fossem corrigidos.    

Em razão da própria liberdade que a democracia confere, infelizmente, ainda não se encontrou os meios que possam evitar que os corruptos se aproveitem dela, e o pior, ora influenciando-a e/ou ocupando altos cargos nas estruturas doa poderes.

Por oportuno, aproveito esse espaço para falar da Operação Lava-Jato, ao tempo em que aguardo que a dupla, “Sérgio Moro/Deltan Dallagnol”, responda a gravíssima acusação que lhes fora feita pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Aras, qual seja: que a Operação Lava-Jato era uma caixa de surpresa.
Caso não respondam a referida acusação, e a contento, a dita operação correrá o sério risco de entrar para a nossa história como uma trama falso-moralista, juridicamente inaceitável e politicamente deplorável, cujo propósito não era o de combater a corrupção, e sim, proporcionar os espetáculos midiáticos, tantos quantos fossem necessários, até fazer do então Juiz Sérgio Moro um herói.  Para além das respostas, que seus pés sejam expostos, isto porque, todos os falsos moralistas alçados a condição de herói tinham os pés de barro. 

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