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Impossível

Já corrigi muitos dos meus erros em razão das críticas que recebi. Dos elogios nunca corrigi nenhum deles.  

 O isolamento social que passei a viver, desde o surgimento da Covid-19, levou-me a buscar outros modos de vida, e por certo, haveria de sê-los, um tanto quanto diferente daqueles que por dezenas anos havia me acostumado. A partir de então, passei a ler, e não raramente a reler, os livros que havia ajudado na formação do meu caráter.

Com isto não estou querendo dizer que me tornei num celeiro de bons exemplos, e sim, numa pessoa que extraiu da crítica, a correção dos seus próprios erros. Neste particular relembro àquela que foi e continua sendo uma das mais celebradas expressões da extensa e boa lavra de Santo Agostinho. Qual seja: “prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me elogiam, porque me corrompem.

Por causa da Covid-19, passei a ocupar e a transmitir, três vezes por semana, num dos programas da TV-Rio Branco, não apenas os males que a referida doença poderia representar e o deveríamos fazer para não sermos por ela contaminados.

De antemão, jamais busquei me orientar nos comentários advindos dos doidivanas presentes nas nossas redes sociais, e em particular, daquelas que se tornaram useiras e vizeiras em transmitir desinformações, e por vezes, más informações. Só e somente só, da ciência e das respeitadíssimas instituições que cuidam de saúde pública busco extrair conhecimentos.  

Ainda assim esclareço: uma das críticas que jamais poderei corrigir e que insistentemente a Celinha me tem feito, embora justíssima, é a de me apresentar com a cara feia, ou mais precisamente, sem o semblante simpático que caracterizam, quase que invariavelmente, todos aqueles se apresentam nos programas televisivos.  

A ela, simplesmente respondo: o mesmo tempo que vem me dando experiência, vem retirando de mim o pouco que ainda me resta no quesito simpatia. Aí relembro-a: quando lhe conheci, há mais de 50 anos, quem sabe até, a minha simpatia tenha servido para atraí-la, entretanto, com o passar dos anos, fisicamente, como acontece com todo mundo, as coisas foram mudando, a cada mudança fui me  adaptando, porém, buscando melhorar o meu caráter, e em compensação, sendo premiado com a família, que juntos construímos.

Aqueles que reclamam da minha cara, respondo: se eu tivesse várias caras, usaria uma sorrindo e com os meus cabelos pretos.                  









 

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