sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
Você está aqui: Saúde Farmacêutico: Orientando e ajudando a população no tratamento médico
 
 

Farmacêutico: Orientando e ajudando a população no tratamento médico

E-mail Imprimir PDF

farmaceuticoO profissional é um elo entre o médico e o paciente na hora do tratamento.

Ele está nas farmácias, indústrias que fazem cosméticos, agricultura, alimentação, laboratórios, hospitais e postos de saúde. Ajuda nos hospitais, na prevenção de pragas e até mesmo na distribuição e transporte de cargas e medicamentos. Este é o farmacêutico e, em 20 de janeiro, comemora-se o seu dia.

Essencial para a sociedade, o farmacêutico é um profissional de nível superior que traz a garantia ao cliente de receber a informação necessária. Através de alguém assim, o paciente pode ter um resultado eficaz no tratamento, além de um acompanhamento terapêutico mais aprofundado.

As fórmulas e as misturas curativas dos remédios, aprendidas na faculdade, fazem parte da vida deste profissional. Ele é o único capaz de dar o direcionamento correto diante do tratamento solicitado por médicos, dentistas e demais profissionais da saúde habilitados para prescrever medicamentos.

Porém, a principal função de um farmacêutico numa farmácia é explicar ao paciente tudo  sobre seu medicamento e tratamento, incluindo o que diz respeito a organização dos horários de uso de medicação, como o medicamento deve ser usado, a necessidade de retorno ao médico, a importância de seguir de forma rigorosa todas as instruções, prazos de validade de remédios e até mesmo informar os possíveis efeitos colaterais.

Além de seu papel junto aos clientes, é função do farmacêutico supervisionar a venda de remédios controlados e verificar a validade dos medicamentos nas prateleiras dos estabelecimentos.

Poucos sabem, mas o farmacêutico também é o responsável por orientar sobre as restrições de medicamentos junto à gestantes, lactantes, idosos e crianças, além de falar sobre os hábitos alimentares e a necessidade da prática de exercícios durante a época de tratamento.

Quando o assunto é prescrição médica, a função do profissional farmacêutico não parece muito clara. Porém, mais do que ler e interpretar os conhecidos “garranchos” dos médicos, é obrigação do farmacêutico até mesmo consertar certos erros. “Algumas vezes, os médicos colocam posologias muito altas em certos medicamentos, e precisamos pensar na concentração delas. Casos como de crianças, por exemplo, devem ser revisados. Não chegam a ser remédios errados, apenas a posologia, ou seja, a quantidade, é que pode estar errada. Precisamos pensar nisso também, pois isso traz alguns efeitos colaterais exagerados, que pode fazer muito mal à saúde”, explica Symon Gomes, proprietário e estudante de Farmácia.

Profissional preparado para responder perguntas

Talvez algumas pessoas pensem que isso seja trabalho apenas dos médicos, já que eles que fazem a receita. Porém, vale frisar que quem entende de remédio é o farmacêutico. Portanto, ambos os profissionais devem estar preparados para orientar.

O médico, às vezes, está muito atarefado para responder perguntas. Por isso, quando ele não tem tempo, e o paciente ainda não esclareceu todas as dúvidas a respeito do medicamento, vale a pena depositar suas questões ao farmacêutico. Além do mais, a própria linguagem médica pode ser um entrave no entendimento da prescrição. Por lidar mais com pessoas, o farmacêutico esclarecerá as dúvidas com mais tranqüilidade.

O profissional formado em farmácia também está habitado a orientar o consumidor na compra de medicamentos sem prescrição, como os disponíveis para gripe, febre, dores de cabeça, problemas de pele. Os fitoterápicos, feito com plantas medicinais, e os com função emagrecedora, também podem ser prescritos. Symon Gomes destaca, ainda, que polivitamínicos também podem ser vendidos por eles, entretanto, eles auxiliam que é preciso fazer um exame antes.

Um paciente bem atendido adere bem ao tratamento

Muitos são os motivos que levam o paciente a não aderir ao tratamento. Entre eles, podemos citar os efeitos da droga em si, a percepção do paciente e, principalmente, a relação entre o paciente e os profissionais da saúde.

Existe, ainda, um grave problema que pode induzir a uma não adesão e que se refere ao próprio paciente: a sua rotina. Certos hábitos, como o de fumar, ingerir bebidas alcoólicas, alterações de alguns horários para tomar a medicação e inclusão de alguns outros hábitos, que é a própria idéia de tomar o remédio, torna-se um grande obstáculo. Entretanto, se houver uma boa conversa entre o paciente e os profissionais, isso tudo pode ser lidado com facilidade. E o farmacêutico é uma boa ponte para essa conversa.

Tudo é um trabalho em equipe, onde o profissional da farmácia está inserido e tem grande importância. Ele deve dispor de informações atualizadas e verdadeiras, embasadas cientificamente.

Na relação entre paciente e farmacêutico, o paciente é sempre o principal beneficiado. Através de um conjunto de atitudes, comportamentos, valores éticos, funções, compromissos, responsabilidades e destrezas do próprio profissional, consegue-se bons resultados na qualidade de vida da pessoa que está em tratamento.

Um bom relacionamento entre os dois é de fundamental importância. Porém, deve-se acrescentar ainda mais dois aspectos: o estabelecimento de um acordo prévio com o paciente que receberá a prestação de serviço farmacêutico, e a necessidade de acompanhamento do paciente para posterior comprovação de resultados. Isso significa que ambos se comprometem a ajudar.

Quando a farmácia não é farmácia

No Acre, através de um Termo de Ajuste de Conduta e do Conselho Regional, toda farmácia tem, por obrigação, ter um profissional formado pelo período mínimo de quatro horas. No resto do país, o farmacêutico tem de estar em período integral, entretanto, o curso de Farmácia chegou ao Estado recentemente e o Ministério Público Federal acatou esse Termo por conta das circunstâncias.
De acordo com a Lei 5991/73, os estabelecimentos que não cumprirem essas determinações serão fiscalizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, provavelmente, será fechada até que a situação seja regularizada.

Ser farmacêutico não é fácil

Hinaila Oliveira Breguez é farmacêutica. Formou-se em Minas Gerais e veio ao Acre para garantir um espaço na sua área no mercado de trabalho. Ela garante que aqui, trabalho não falta. “O mercado de saúde aqui ainda está em expansão, vejo muitas pessoas se formando fora e vindo pra cá.”, diz.
Trabalhar com pessoas também é cansativo. “Uma das maiores dificuldades em ser farmacêutico é, justamente, trabalhar com o público. Às vezes, as pessoas são difíceis, mas é gratificante quando vejo alguém se recuperando”, explica a profissional.

Ela destaca ainda um outro ponto. Hinaila acredita que o farmacêutico deveria ser mais valorizado. “Muitas pessoas ainda vêem a figura do médico como a única no setor da saúde. Porém, somos todos uma equipe. Estudei muito para dar atenção às pessoas que me procuram. Sou uma profissional qualificada para dar uma indicação, uma orientação. Médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos em enfermagens, dentistas e todos os outros, fazem parte de um grande conjunto”, explica a jovem.

Balconista não é farmacêutico

Uma pesquisa feita em 143 farmácias em  todo o país revela uma realidade preocupante. 80% dos balconistas “receitam” remédios aos clientes. Eles não tem noção dos efeitos das drogas. Isso significa que eles dão aos pacientes medicamentos que, além de não poderem funcionar, podem até matar.

Entre os “efeitos colaterais” desse tipo de costume, pode-se citar desde falhas na visão até problemas no fígado. Náuseas, vômitos, e dores de cabeça, também são comuns.

Os principais remédios prescritos por esses balconistas são dipirona e paracetamol. São remédios usados com freqüência pela população. Entretanto, eles também apresentam efeitos colaterais, como alergia, intoxicação e até necrose no fígado, em caso de doses excessivas. Sem o auxílio de um farmacêutico, o paciente não sabe como usar o medicamento.

Durante a pesquisa, 58% dos funcionários sequer orientaram os clientes a procurarem um médico, um comportamento considerado absurdo. Outros 30% disseram que deveriam procurar um médico, mas prescreveram um remédio mesmo assim. Apenas 12% que disseram que uma consulta médica deveria ser feita antes de se receitar um medicamento.

Balconistas também costumam passar remédios ergóticos. Esses são mais potentes no combate à dor. E, também, são mais perigosos para pessoas que sofrem de problemas cardiovasculares. Eles provocam constrição nas artérias do coração e podem provocar infarto. Muitas pessoas sofrem de coração e não sabem. Ao tomarem esses remédios, podem acabar morrendo.

A presença de um farmacêutico, nessas e em todas as ocasiões, é essencial.

Auto medicação: Mais um perigo

Além dos balconistas que prescrevem sem nenhum conhecimento, existe o problema da auto medicação, que é realidade no Brasil. Independente disso, os efeitos colaterais dos remédios fazem tanto mal quanto este ato impensado.

A consulta ao médico é indispensável antes de ingerir qualquer medicamento. Se o remédio não for de necessidade de prescrição médica, como os pra dores de cabeça, o farmacêutico é de total importância.

O grande problema dos medicamentos é que a maioria deles não atua diretamente na parte do corpo que está com problemas – precisam de longos percursos dentro do organismo até atingirem o alvo desejado. Durante esse processo, que faz com que os remédios “visitem” com freqüência o estômago e o fígado, podem ocorrer sensações estranhas, como as queimações.

É aí que mora o problema, que são os efeitos colaterais. Além disso, o remédio pode ser atraído quimicamente para outra parte do corpo. Um exemplo a ser citado são os anti-histâmicos (usado para alergias), que provocam sonolência, devido sua ação no sistema nervoso central.

Os analgésicos, tão utilizados por muitas pessoas, também causam grandes problemas. A aspirina, usada para dores de cabeça, pode provocar irritação estomacal e até dificuldade na coagulação sanguínea, além de não poder ser ingerido depois de pequenas cirurgias e durante a menstruação.

Outros efeitos colaterais não são previsíveis. Um simples xarope ou remédios anticoncepcionais têm de ter receita ou alguma avaliação médica.

Por isso, um alerta. Nunca se auto medique. Há profissionais que estudaram para atender seus problemas. Quando tiver problemas de saúde, procure alguém qualificado para que possa lhe ajudar.

Quero ser farmacêutico

Antigamente, o local mais próximo de Rio Branco que possuía faculdade de Farmácia era Porto Velho, Rondônia. Hoje, a capital já possui uma faculdade onde o curso pode ser feito. Porém, o futuro farmacêutico tem de se concentrar bastante em matérias biológicas.

Biologia Celular, Anatomia Humana, Química Geral, Biossegurança. Essas são apenas algumas matérias oferecidas. Farmácia é um curso digno de muito estudo, mas, também, digno de muitas satisfações. A este profissional, que tanto ajuda a população na hora do tratamento médico, parabéns pelo seu dia.

 

 

drogaria_araujo_do_tangar__ 

 

 

 

drogaria_ara__jo_do_2___distrito

 

 

 

farmacia_mercurio_c__pia

 

 

 

isaur_parente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




Veja também:


Comentar


Código de segurança
Atualizar

 
 
 
 
 
 
  • Opinião


Foto Antonio MunizAntonio Muniz

Panorama

Foto Stalin MeloStalin Melo

Bastidores

Foto Narciso MendesNarciso Mendes

Artigos