
Sammy Barbosa diz que se Roberto Davíla vier uma vez por mês para realizar atendimentos nas comunidades mais isoladas do Estado, o TAC criado pelo MPE para regulamentar a contratação dos médicos sem o registro pelas prefeituras e governos será revogado.
Depois do clima de insatisfação criado nos órgãos de saúde, principalmente os do interior do Estado do Acre, pelo posicionamento do presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz Davila que comunicou a imprensa que vai pedir na justiça a suspensão dos serviços prestados pelos médicos formados no exterior e que estão atuando sem o registro. O procurador Geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPE), Sammy Barbosa disse que o representante do CRF está interessado na arrecadação financeira, Já que os profissionais sem registro não contribui com o Conselho.
O representante do Conselho Federal de Medicina que esteve no Acre visitando o Conselho Regional e as associações e sindicatos da categoria aproveitou para divulgar na imprensa que era inadmissível saber que o Ministério Público Estadual estava compactuando com a contratação de médicos sem o registro no CRM. Postura que foi contestada pelo procurador geral do MPE, Sammy Barbosa, que explicou que a fiscalização existe, mas a falta de profissionais com o CRM é que acaba dando espaço para médicos com o diploma em fase de revalidação estarem atuando, principalmente no interior do Estado.
Para o procurador geral do Ministério Público, o presidente do CRF deveria ter chegado ao Acre para junto com as instituições públicas tentar resolver esse tipo de situação, já que muito dos profissionais da área medica com registro, acabam rejeitando concursos oferecidos pelas prefeituras do interior pelas dificuldades encontradas em várias regiões do Estado. “Não podemos deixar as pessoas morrer por falta de um atendimento medico, esses médicos estão em espera de revalidação de seus diplomas, são profissionais de começo de carreira”, destacou Sammy Barbosa.
O presidente do CRF argumentou que o MPE não podia ter feito um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para legalizar o serviço medico sem o profissional ter registro. A afirmação foi contestada pelo procurador Sammy Barbosa que disse que o TAC é somente para garantir a população o direito de ser atendido por um médico.
Segundo o procurador geral, a reunião com os representantes do Conselho de Medicina e associações de médicos, na sede do MPE, Roberto Davíla destacava que os Conselhos estavam perdendo receita quando as prefeituras e governos contratam esses médicos sem registro. “A receita financeira do Conselho é o menos importante nesse momento. Precisamos é encontrar soluções para o atendimento da população, esse sim, é o mais importante”, esclareceu o procurador.
O procurador ainda fez um desafio ao presidente do CRF. “Se o doutor Roberto Davíla vier ao Acre uma vez por mês para atender a população do interior do Estado o MPE revoga o TCA e podemos começar os serviços de atendimentos médicos por ele”, desfiou.





Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes

Comentários
O problema é de GESTÃO PUBLICA, não adianta o MPE tentar enganar a população.
Ja que Vossa Excelencia esta tao indignada assim com a conduta do ilustre promotor, deveria dar o exemplo e ir ajudar a resolver o problema no interior do estado.
Ou sera que o nobre companheiro se resume a fazer criticas por tras da tela do seu PC?
Parabéns Sammy Barbosa, o Brasil precisa ter muitos mais Sammys para desburocratizar . Quando tiver provas para revalidação, pede estes médicos que são contra para fazer as provas também, para ver se são aprovados, estes médicos querem monopolizar para valorizar seus salários.
Ele aceitaria um advogado sem o registro da OAB trabalhar como advogado, procurador ou mesmo juiz?
Agora uma pergunta pra vcs que apoiam essa conduta:
Você queria que uma filha sua de 5 anos, com quadro de meningite fosse atendida por uma pessoa que estudou medicina só até o 3° ano e está se passando por médico, o qual a libera sem tomar nenhuma conduta, dois dias depois sua filha morre, vc apóia médicos sem registro nenhum, sem a comprovação de que é ou não médico trabalharem a atender pessoas doentes, pessoas necessitadas?
Agora tenha coragem e decência de responder!
Não é dinheiro! São vidas humanas em questão!
Ele permitiria que uma pessoa sem registro na OAB trabalhasse como advogado, procurador ou mesmo juíz?
Agora uma pra vcs que apóiam a conduta e opinião desse procurador:
Uma filha sua de 5 anos é levada a uma unidade de saúde com quadro de meningite, o "médico" que a atende na verdade só estudou até o 3° ano de medicina, ele então a libera, nem intervir ou tomar qualquer procedimento médico para minimizar e tratar a doença, dois dias depois sua filha morre. Você apóia que pessoas sem registro, sem comprovação que são realmente médicos trabalhem como tal? Agora tem coragem e decência de me responder!
Não é dinheiro! São vidas!
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