Em decorrência da denúncia do uso da máquina administrativa feita pelo deputado Gilberto Diniz (PT do B), veiculada no jonral O Rio Branco da edição desta terça feira (25), contra o ex-superintendente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Raimundo Cardoso, mais uma acusação chegou ontem aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.
O senhor Giodomar Oliveira Gomes, conhecido por “Charqueiro”, afirmou existir uma “mobilização” de várias pessoas para fazer “um estranho cadastro” na região urbana do distrito de Campinas. Segundo informações colhidas junto aos moradores, Cardoso e militantes de seu partido querem fazer uma regularização fundiária urbana. “O Comitê Cívico Pró-Campinas, liderado por mim, está à frente dessa discussão e sequer fomos chamados”, relatou, acrescentando que comunidade chegou a fazer uma audiência pública para tratar o assunto.
Charqueiro se dirigiu ainda à superintendência da Polícia Federal, mas, por não ter elaborado formalmente uma representação, não pôde protocolar a denúncia. “Vamos voltar com o documento pronto”, vaticinou. As terras em questão originalmente pertencem ao Projeto Pedro Peixoto, sob coordenação do Incra. Os moradores lutam pela emancipação da vila, que ainda integra o distante município de Plácido de Castro.
“Eu acredito que esse cidadão esteja fazendo campanha política. Lendo os jornais de hoje, cheguei a essa conclusão”. O deputado denunciante afirma que Cardoso usa as instalações e equipamentos do órgão nas reuniões de apoio à sua candidatura em vários municípios. A reportagem tentou falar com o ex-superintendente, mas não foi possível encontrá-lo nos telefones informados. Quanto à superintendência do Incra, a reportagem não chegou a fazer contato pela limitação de horário de fechamento desta edição.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
