Uma criança de seis anos de idade foi violentada na Aldeia Betel, localizada na cabeceira do rio Yaco, no município de Assis Brasil, (a cerca de 351 quilômetros da capital). O crime aconteceu na noite de domingo, segundo o relato por telefone do indígena Chôla Manchineri, administrador do posto da Fundação Nacional do índio – Funai, na região de fronteira com o Peru.
Ele contou que acompanhou os pais da vítima, na Delegacia de Polícia,para dar mais detalhes do que ocorreu na aldeia. Durante o depoimento, o índio que não teve nome revelado, relatou que a criança estava na companhia de outra criança lavando os pratos, quando foi raptada por outro vizinho. Assustada, a outra criança correu para a aldeia e revelou o que tinha ocorrido na beira do igarapé, onde estava com a coleguinha lavando os pratos da janta. “Imediatamente, os parentes adentraram a mata em busca da criança”, contou o administrador da Funai.
Depois de horas de busca no interior da floresta, os familiares somente encontraram a vítima porque ela estava aos pratos, em decorrente dos ferimentos provocado com a violência sexual. Como o sangramento não estancava, os país da menina deslocaram até a unidade de saúde mais próxima, na cidade de Assis Brasil, em busca de socorro.
Assim, que a médica plantonista fez a cirurgia nas partes íntimas, acionou os representantes do Conselho Tutelar, por volta das 20 horas da noite. “Logo que recebemos o comunicado do Hospital, procuramos a Delegacia de Polícia para comunicar o ocorrido”, contou por telefone a conselheira Neiva Ribeiro dos Santos.
Todas as medidas cabíveis, segundo ela, já foram tomadas para que o caso não fique impune. Ela explicou que a menina passa bem, mas está bastante traumatizada e evitar comentar sobre o assunto do estupro. Por isso, deverá receber atendimento psicológico, como forma de superar o trauma.
Providências - A equipe de reportagem do jornal O Rio Branco manteve contato com a delegada Lenice, que admite o registro da queixa,mas evitou dar detalhes para não atrapalhar as investigações em curso. O nome do indígena responsável pelo estupro continua sob sigilo, apesar dos parentes da vítima, deram detalhes sobre o perfil do vizinho agressor, que reside na mesma aldeia. “Por enquanto, estamos tomando o depoimento das testemunhas arroladas no caso”, comentou a autoridade policial.
A delegada acrescentando ainda, que assim, que o juiz da Comarca de Assis Brasil expedir o mandato de prisão, uma equipe de policiais deslocará a comunidade em busca de capturar o acusado. Com isso, o agressor será indiciado por estupro, com base na legislação penal, além de responder pelo crime em regime fechado, conforme a lei do branco.


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