
"Continuarei a prestar o meu serviço em defesa da segurança, com a mesma postura de respeito e consideração com os profissionais da imprensa”, afirma militar.
O Major Paulo Cézar, da Polícia Militar do Acre, respondeu hoje as denúncias feitas em jornal local de que teria censurado reportagem que falava sobre um encontro de militares em Rio Branco. "Não fiz qualquer contato com a direção ou editoria do jornal para pedir que a matéria não fosse publicada. Continuarei a prestar o meu serviço no combate ao crime e em defesa da segurança das pessoas, com a mesma postura de respeito e consideração com os profissionais da imprensa, porque sei que eles estão fazendo sua parte no esforço diário de manter a sociedade informada", diz o militar.
Leia a resposta:
LIBERDADE ASSEGURADA
Causou-me surpresa a informação de que a matéria que estava sendo produzida pela repórter Ana Paula Batalha não tenha sido publicada pelo jornal A Tribuna, conforme a própria repórter havia adiantado no momento em que lhe concedi a entrevista. Respondi a cada uma de suas perguntas sobre a reunião da qual havia participado no clube de cabos e soldados a respeito dos intertícios nas promoções e até sugeri que ela ouvisse os responsáveis pela convocação e organização do evento. Solicitei em seguida para que eles fossem até o jornal A Tribuna prestar os esclarecimentos necessários, a fim de que não pairasse dúvida sobre a pauta e os objetivos do encontro. Quanto ao fato da matéria não ter sido publicada, sinceramente não me diz respeito. Lamento que a situação tenha tido tal desdobramento, ao ponto do jornalista Fábio Pontes fazer referência no jornal A Gazeta a um passado de triste memória como sendo algo ainda praticado em nosso Estado. Felizmente, a liberdade com que cada jornalista se manifesta para expressar seu ponto de vista sobre este e outros episódios não deixa margem para dúvidas: se não houvesse respeito à liberdade de opinião em nosso Estado, certamente os jornalistas não escreveriam com tanta altivez, apesar de alguns equívocos, sobre o que pensam das autoridades.
O fato é que não fiz qualquer contato com a direção ou editoria do jornal para pedir que a matéria não fosse publicada. Continuarei a prestar o meu serviço no combate ao crime e em defesa da segurança das pessoas, com a mesma postura de respeito e consideração com os profissionais da imprensa, porque sei que eles estão fazendo sua parte no esforço diário de manter a sociedade informada.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
