sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Na mira da polícia

flanelinhaFoto: Francisco Chagas

Flanelinhas serão investigados por crime de extorsão.

Ministério Público Federal – MPF determinou que a Polícia Civil investigue possíveis crimes de extorsão praticados por flanelinhas.

No inicio desta semana a Direção Geral da Polícia Civil recebeu uma determinação do Ministério Publico Federal – MPF para que seja instaurado um processo investigatório para apurar possíveis crimes de extorsão praticados por flanelinhas que atuam no centro de Rio Branco. De acordo com o documento enviado pelo MPF os investigados estariam cobrando até R$ 2,00 de cada motorista para estacionarem em locais públicos, as investigações ficarão a cargo da Delegacia Anti-Assalto da Polícia Civil – DAPC.

A ação dos flanelinhas vem se tornando um grande problema na zona central de Rio Branco, diariamente dezenas de homens, meninos e algumas vezes mulheres que se espalham por locais de maiores fluxos de carros chegando a cobram até R$ 2,00 dos motoristas para “vigiarem” os automóveis. A pratica vem sendo denunciada constantemente ao Ministério Público Federal - MPF, principalmente por comerciantes que tem a frente de suas lojas “invadidas” pelos guardadores, onde, de acordo com relatos, os motoristas são coagidos e intimidados a pagarem por um serviço de proteção clandestino.

Diante da situação o MPF acionou a Polícia Civil do Estado para que seja instaurado um processo de investigação para apurar os abusos praticados pelo guardadores, que segundo as denuncias estariam extorquindo dinheiro dos motoristas. As investigações serão conduzidas pela Delegacia Anti-Assalto da Polícia Civil – DAPC.

Segundo o delgado Cleilton Videira, titular da especializada um grupo será destacado para realizar todos os levantamentos necessários para uma ação que visa tirar de circulação os elementos que estariam coagindo lojistas e extorquindo motoristas no centro de Rio Branco, “Assim que recebemos a determinação do MPF montamos uma equipe que cuidará exclusivamente desse caso, um levantamento e um mapeamento minucioso serão elaborados e os acusados serão identificados e autuados nos rigores da lei. Não podemos permitir que o cidadão seja intimidado a pagar para estacionar seu carro em um logradouro publico”, afirmou Videira.

Cleilton Videira falou ainda que a grande maioria dos flanelinhas estariam a serviço da criminalidade, sobretudo de quadrilhas de assaltantes que agem na imediações de estabelecimentos bancários. Eles seriam os responsáveis por passar informações sobre clientes que vão a agências bancarias sacar quantias vultuosas de dinheiro, “A cerca de um ano realizamos um levantamento por conta do crescimento de crimes de roubos a clientes de bancos e detectamos que alguns desses guardadores era quem passava as informações sobre os clientes dos bancos, esses levantamentos serão usados também nessas investigações”, disse.

A determinação é comemorada por alguns motoristas que já foram vitimas de flanelinhas, como é o caso da funcionária pública Maria Rodrigues Lima, que após se recusar a pagar a um rapaz que a abordou quando saia com seu carro teve a pintura do automóvel danificada com vários riscados, “Um dia sai do meu trabalho e fui em direção ao meu carro, quando entrei um rapaz chegou e me pediu dinheiro, disse que estava vigiando, eu disse que não tinha dinheiro e ele fechou a cara e me ameaçou dizendo que eu ia me arrepender, no outro dia meu carro estava todo riscado”, relatou a funcionária pública.

Caso semelhante viveu o autônomo Roberto Cavalcanti, ele teve o aparelho de DVD de seu carro furtado mesmo depois de ter pago para um flanelinha vigiá-lo, “Vou ser bem sincero o que nos faz dar dinheiro a um flanelinha é o medo de certas coisas acontecerem. Já é do conhecimento de todos que, por muitas vezes, o flanelinha arranha nosso veículo, fura o pneu, arranca peças e acessórios, então paguei pensando que não teria esse problema, mas estava enganado. O que eles fazem é extorquir dinheiro do cidadão, porque não vigiam nada, não orientam nada e não protegem nada”, desabafou Cavalcanti.

 




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