Foto: Divulgação"Viver a Vida" começou prometendo inovar - pela primeira vez, uma Helena de Manoel Carlos seria negra e jovem.
Mas, tão logo começou a trama, também começaram as reclamações por parte do público. Para alguns, Taís Araújo não estava convencendo. Outros achavam que a mocinha estava muito sem sal, sem conflitos.
De fato, a falta de problemas na vida de Helena foi determinante para fazer com que a personagem não cativasse o público. Seu maior problema foi engravidar, perder o bebê (em muita emoção), se separar de Marcos e descobrir que estava apaixonada por seu ex-enteado. Mas esse draminha não chega nem perto, por exemplo, da história da Helena de "Laços de Família", que abriu mão do namorado pela filha e depois engravidou de novo só para curá-la da leucemia.
E é aí que entra Luciana. Com uma Helena sem graça, a trama passou a girar em torno da moça que ficou paraplégica. Se nas primeiras semanas a maior parte da trama era dedicada a Helena, após o acidente tudo que o público queria era acompanhar o drama de Lu. Atualmente, mais tempo é dedicada à sua receuperação do que a qualquer outro personagem da novela.
Está certo que Alinne Moraes está muito bem no papel de Luciana. Mas será que faz sentido uma novela começar com uma protagonista e terminar com outra? Ou foi tudo uma falta de planejamento de Maneco, que não soube conduzir bem a história e acabou sendo obrigado a mudá-la de foco?

















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