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Saúde

Ministério Público e Conselho de Enfermangem fazem inspeção no Huerb

16 de Julho de 2014 às 15:01:57

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, conjuntamente com o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), realizou uma inspeção no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

A inspeção, que ocorreu durante a manhã desta quarta-feira (16), teve a finalidade de verificar se equipamentos, estrutura e os serviços executados pelos profissionais dos setores de Emergência Clínica e o Observação Adulto 1 da unidade hospitalar estão dentro da legalidade.

Funcionalidade dos equipamentos, quantidade de leitos, limpeza, manutenção, espaço e números adequados de profissionais para atender à demanda foram alguns dos itens fiscalizados.

A diligência de hoje é continuidade da fiscalização ocorrida em fevereiro deste ano pelas equipes de fiscalização do Coren que encontraram, nesses mesmos setores, diversas anormalidades como falta de equipamentos e número insuficiente de enfermeiros e técnicos para atender aos pacientes.

"Sabemos que muitos profissionais da enfermagem fazem plantões corridos e ficam sobrecarregados. Isso, consequentemente, prejudica a assistência. Nossa missão é fiscalizar e fazer com que a população tenha um serviço de qualidade, no que diz respeito à nossa área", disse a fiscal do Coren, Arcilene de Castro.

Na Emergência Clínica, o Ministério Público e o Coren, apesar de constatarem significativa melhora no setor, observaram que alguns equipamentos necessitavam de manutenção, o quadro de técnicos de enfermagem ainda é insuficiente para atender à demanda, sem embargo de haver tido seu quantitativo aumentado, além de locais inadequados para armazenamento de medicamento e materiais.

Na Observação Adulto 1, além de possuir todos os problemas encontrados na Emergência Clínica, tem ainda a situação dos acompanhantes que não estão em acomodamento adequado.

Os pacientes que ficam no isolamento, dentro desses dois setores, também apresentaram problemas. Na Observação Adulto 1, o isolamento conta com um leito cujo estado de conservação pode acarretar maiores problemas de saúde ao paciente. O acompanhante do paciente também não usava máscara.


"De modo geral, encontramos melhora, mas é preciso avançar", diz promotor

O promotor de Justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro, que acompanhou a diligência, afirmou que, de modo geral, as situações encontradas nos setores do hospital foram melhoradas, porém serão necessários vários ajustes. Ele reconheceu que nos setores fiscalizados há condições que podem comprometer a saúde de quem necessita de atendimento.

"Somos preocupados com o serviço público para saber de que forma a população está recebendo esses serviços. Em relação ao suporte/máquinas e recursos humanos, vimos melhoras em relação às últimas visitas, mas ainda é necessário avançar na manutenção e adequar o quantitativo de funcionários para garantir qualidade de atendimento à população", disse o promotor.

Outro ponto discutido entre as equipes do Coren e Ministério Público é com relação à falta de informações inscritas nos prontuários por parte dos enfermeiros que, muitas das vezes, acarreta problema.

Para impedir maiores contratempos, inclusive com risco de penalidades aos enfermeiros, o promotor de Justiça orientou a equipe do Coren a exigir aos profissionais que registrem os serviços de assistência feitos aos pacientes.

"?? de fundamental importância a parceria do Ministério Público com o Coren, porque muda a figura e a força aumenta. Queremos sempre trabalhar em parceria para o melhoramento do nosso serviço", ressaltou a Arcilene de Castro.

O Ministério Público irá requisitar providências aos órgãos competentes para as irregularidades serem ajustadas e aguardará ainda o relatório técnico do Coren.

Agência de Notícias do MPAC


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