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Saúde

Saúde Pública: prioridade que não passou despercebida no Acre

10 de Outubro de 2018 às 08:55:03

Não faz muito tempo que boa parte da população do Acre dizia que o melhor médico do estado era o avião que transportava pacientes para outros estados. Diante da carência dos profissionais da medicina e da falta de equipamentos e tecnologias, quase tudo em termos de saúde pública era resolvido nos grandes centros do país, com o estado tendo que gastar rios de dinheiro com o Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Quem não se lembra disso?

Talvez a juventude de hoje não se recorde, uma vez que até o maior milagre da medicina moderna já é possível fazer no estado, como é o caso dos transplantes, um procedimento de sucesso que tornou o Acre referência no cenário nacional, sendo inclusive o único estado a realizar transplantes de fígado na Região Norte.

Hoje, são poucas exceções que fazem pacientes viajar para fora do estado em busca de tratamento. A razão dessa mudança vem da prioridade que a saúde pública passou a ter na gestão do Estado a partir do final da década de 90, se intensificando ainda mais no governo  Tião Viana, médico que sensível à causa assumiu compromisso com a saúde pública, chegando ao final de seu mandato concluindo mais de 160 milhões em obras na área.

Huerb é uma das unidades que atendem situações de urgência e emergência em Rio Branco (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Entre as principais estão a verticalização do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), Hospital Regional de Alto Acre, Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Cruzeiro do Sul, Centro Especializado em Reabilitação (CER III), Lago do Amor, como parte do complexo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into/AC).

Com quase 100% da população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado tem investido um alto volume de recursos para garantir a oferta dos serviços de saúde, aplicando sempre mais que o preconizado em lei (12%) em recursos próprios nesta área. Resultado disso é que o Acre se consagra como o segundo estado do Brasil que mais investe na área da saúde.

Números não mentem

A média de investimento estadual na saúde nos últimos cinco anos é de 16,6% de suas receitas próprias, indo muito além do limite constitucional que é de 12%.

De acordo com o secretário Adjunto de Atenção à Saúde, Raicri Barros, o investimento público em saúde no Acre é elevado e deriva do compromisso do governo do estado em garantir saúde à população e ao entendimento do governador Tião Viana sobre o valor estratégico da saúde para oferecer bem-estar à população.

“Segundo Relatório de Evolução do Teto Financeiro MAC (Média e Alta Complexidade), em dezembro de 2002 o Acre tinha um Teto MAC de R$ 24,5 milhões. Nesses anos de Governo da Frente Popular se observa elevação em torno de 900% no orçamento da saúde estadual. Só nas gestões Tião Viana houve um salto de R$ 94,1 milhões (dez/2011) para R$ 202,8 milhões em setembro de 2018. Uma luta em defesa de uma saúde com cada vez mais qualidade para o povo do Acre que permitiu dobrar esse valor nos últimos oito anos”, pontua.

Barros acrescenta ainda a ampliação dos serviços essenciais de água e esgoto, com investimentos de mais de um bilhão de reais no Programa de Governo Ruas do Povo, incluindo municípios isolados. Ainda pontuando dados importantes na saúde, o secretário fala dos avanços na redução da mortalidade infantil.

“Nessa gestão governamental se registram as menores taxas das últimas duas décadas. Nos últimos oitos anos temos vários registros nesse sentido, inclusive consecutivos numa demonstração de continuidade das ações e consolidação das políticas públicas neste particular. No caminho certo, o Acre e outros poucos estados registram redução em um cenário nacional de aumento das taxas de mortalidade infantil”.

Investindo em contratações de profissionais, o Acre ampliou o número de médicos em 69 % do período de 2010 a 2015.Se contratou mais médicos do que se formou no Estado nos últimos anos. Atualmente, 887 médicos são registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Sem demanda reprimida

Há 18 anos na estrada o Saúde Itinerante já percorreu os 22 municípios acreanos contabilizando mais de 600 mil atendimentos (Foto: Val Fernandes/Secom)

 

O Acre é um dos poucos estados do país que conseguiu zerar a fila de espera por procedimentos de cateterismo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contabilizando mais de 6 mil procedimentos de 2011 até hoje. Isso devido ao trabalho que vem sendo feito na Central de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), que vem otimizando e garantido maior agilidade no agendamento para a realização do serviço.

A implantação do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) do Into, que já atende pacientes desde 2015, também zerou as filas de tomografia, ressonância magnética, entre outros exames.

Investimentos do Governo Federal em 2017 proporcionaram a renovação da frota do Serviço Móvel de Urgência (Samu) com entrega de novas ambulâncias, ampliação e mais agilidade aos serviços do Programa Saúde da Família, aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), à Saúde Bucal e Agentes Comunitários de Saúde, nos municípios de Assis Brasil, Brasileia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Xapuri.

O Programa Cuidando dos Seus Olhos já realizou mais de 34 mil cirurgias de catarata, com implantação de lentes (o maior número proporcional já feito no país), com atendimento especial a idosos.

Desenvolvido pelo governo do Estado no Hospital das Clínicas (HC), desde janeiro de 2014, o Programa Saúde Auditiva já entregou mais de 7 mil aparelhos de amplificação sonora, sendo a segunda melhor performance do Brasil para surdos.

Há 18 anos na estrada, o Saúde Itinerante, vinculado à Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) e que se tornou política pública, já percorreu os 22 municípios acreanos contabilizando mais de 600 mil atendimentos. Foram mais de 228,2 mil consultas, 41,3 mil exames e 51,8 mil procedimentos diagnósticos – contabilizando 21.141 ultrassonografias e 20 mil exames de Papanicolau, que serve para diagnosticar inflamação vaginal, doenças sexualmente transmissíveis como o HPV e para identificar a presença de câncer de colo do útero.

“Desde novembro enviamos especialistas para atender no Juruá, para que não houvesse a necessidade de deslocamento. Neurologia, reumatologia, endocrinologia e oncologia clínica com frequência mensal de atendimento foram algumas das demandas reprimidas que conseguimos zerar, além de cardiopediatria e hematologia. São 1500 consultas já realizadas nesse período, uma economia de mais de 2,4 milhões com TFD”, finaliza o secretário Adjunto de Atenção à Saúde.

 

Agência




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