O Rio Branco

Hoje é 23 de Agosto de 2017

Saúde

Núcleo de Prevenção ao Suicídio oferece apoio e acompanhamento psicológico

08 de Agosto de 2017 às 08:47:23

Os comportamentos suicidas geralmente resultam da interação de vários fatores. O mais comum é a depressão. De acordo com estudos, a depressão está envolvida em mais de 50% dessas tentativas de morte.

Os fatores de riscos podem envolver problemas matrimoniais, abusos de drogas e álcool, desentendimentos com os pais (entre adolescentes) ou o rompimento de uma relação importante. Situações que acabam sendo a última gota em um quadro em que há uma série de circunstâncias perturbadoras.

Toda e qualquer situação deve ser acompanhada de perto. Um suporte que, na maioria das vezes, precisa ser oferecido por profissionais especializados.

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), psicólogos, psiquiatras e outros profissionais atuam identificando os pacientes que dão entrada na unidade por tentativa de suicídio oferecendo apoio e acompanhamento psicológico. De janeiro a julho deste ano, 104 pacientes vítimas de tentativas foram atendidos no Huerb.

Um olhar atento diante de dados permite ver que o fenômeno não é recente nem isolado em relação ao que acontece com a população brasileira.

Em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2%, de acordo dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Huerb cria plantão psicológico

Na capital, segundo informações do Núcleo de Prevenção ao Suicídio, criado em 2012, a taxa ainda é de 10 por 100 mil habitantes.

“O suicídio atualmente é considerado uma epidemia silenciosa. É como se fosse invisível, ainda por questões de tabu. Qualquer ameaça ou tentativa de suicídio deve ser levada a sério. Se for ignorada, uma vida pode ser perdida”, destaca a psicóloga Andreia Vilas Boas, coordenadora do Núcleo de Prevenção ao Suicídio.

Dentro do Huerb, trabalham para identificar os casos de tentativa de morte. Um plantão psicológico foi criado para acolher e oferecer suporte necessário dentro da unidade.

Mais de 90% dos pacientes que tentaram, hoje, recebem acompanhamento psicológico. Cerca de 280 pessoas foram acompanhadas por profissionais do Núcleo, durante seis meses.

 

Agência

 




Compartilhar