Com mais de 150 casos de malária confirmados, agentes de endemias no interior do Acre devem receber reforço

A cidade de Senador Guiomard, interior do Acre, já confirmou 153 casos de malária, segundo o Departamento de Vigilância Epidemiológica do Acre. Com isso, as equipes de agentes de edemias devem receber reforço para os trabalhos de combate e prevenção dos casos.

A prefeitura decretou estado de emergência em razão do surto de dengue e malária no município. O decreto foi publicado na edição da última quinta-feira (27) no Diário Oficial do Estado do Acre (DOE).

Conforme o documento, o índice aceitável da infestação do mosquito aedes aegypti é de até 1% do total das residências e na cidade do interior do Acre chegou a 3%.

A gerente da Vigilância Epidemiológica do Acre, Eliane Costa, falou que representantes da Secretaria Municipal, da prefeitura e da Vigilância se reuniram nesta segunda-feira (1º) para debater algumas ações que devem ser realizadas na cidade. Segundo ela, as equipes de edemias do município vão determinar quantos agentes precisam para reforçar os trabalhos.

"A equipe local que faz a estratificação, ou seja, avalia o território, a quantidade de agentes que ela necessita. Lá já tem 28 agentes contando os que são contratos pelo município e que são cedidos pela Funasa e Ministério da Saúde para o trabalho de edemias. A depender da organização do serviço que se faça, dá para a gente suprir a necessidade com pouco mais três a quatro agentes de edemias", especificou a gestora.

O decreto da prefeitura informou que eram 296 notificações de dengue e 134 casos de malária. Porém, a gerente de Vigilância disse, nesta terça (2), que há 325 casos suspeitos de dengue, sendo que oito foram confirmados, 286 descartados, 31 estão sob investigação e 153 casos de malária confirmados.

"A princípio, a prioridade é a contratação de recursos humanos e reorganização de serviços, otimizar o recurso humano que a equipe de lá tem, identificar o perfil de cada servidor, saber onde cada um pode produzir melhor, seja na parte de promoção à saúde, mobilização de social, controle vetorial, notificações, diagnósticos e tratamento. Essas são as vertentes que vamos trabalhar para que a gente possa atuar no enfrentamento e um resultado a médio e longo prazo desses casos", finalizou Eliane.

 

G1


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.