Senador quer unir adversários da FPA em defesa da reeleição

A campanha da Presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição, no Acre, será coordenada pelo vice-presidente do senado, senador Jorge Viana (PT). Ele se reuniu ontem, à tarde, com jornalistas, em seu gabinete, no centro de Rio Branco para afirmar que vai procurar as lideranças dos partidos que apoiam Dilma, mas no Acre fazem oposição ao governo petista.

Viana lembrou que PMDB, PP, PR e PSD são da base aliada no plano nacional, mas, no Acre atuam como oposição ao governo Tião Viana. O senador vai tentar convencer as suas principais lideranças a pedirem voto para Dilma, mesmo apoiando os candidatos de oposição ao Governo e ao Senado.

O presidente nacional do PT, Ruy Falcão e a Presidente Dilma convidaram o senador para coordenar a campanha presidencial no Acre. "Temos aqui no Estado uma situação inusitada. Quatro grandes partidos que apoiam a gente no plano nacional, mas que são oposição no Acre", afirma.

O senador petista acha natural que isso aconteça. "Mas são partidos que têm ministérios e o vice-presidente. E não vou fazer cobranças, mas pelo menos conversar para que ajudem o Governo do qual fazem parte. Senão fica uma coisa estranha que merece explicações", acrescenta.

Jorge Viana faz questão de afirmar que No se trata de imposição, mas sim de conversação. Não tenho inimigos. O que não se pode é colocar à frente a parte separando do todo. E o todo é a disputa para a presidência e depois a vem o Estado. Vamos fazer uma coisa formal", explica.

Ainda segundo o senador, o vice-presidente da República, Michel Temer, por exemplo, é o presidente nacional do PMDB e disputa a reeleição ao lado de Dilma. Quero conversar com essas lideranças, não posso cobrar, mas posso dialogar. Ao apoiar Dilma, eles estarão apoiando o próprio Michel Temer," ressaltou.

Ele usou o exemplo da sua primeira eleição como governador. "Quando ganhei o Governo tinha o PSDB como vice. E não houve traição. Cada um defendeu o seu candidato. Como na FPA tem o pessoal do PSB que vai fazer campanha pro Eduardo Campos (PSB). Vou conversar sem prepotência ou arrogância para abrir esse diálogo no Acre com PP, PR, PMDB e PSD," disse ele.