Bolsonaro contradiz porta-voz, revoga decreto de armas e edita nova versão

Menos de quatro horas depois de o porta-voz da presidência, general Otávio Rêgo Barros, dizer que não haveria revogação do decreto das armas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) anulou nesta tarde a legislação referente a armas lançada pelo governo federal em maio deste ano, em tramitação no Congresso Nacional.

Três artigos de decreto de 2018 também foram revogados em edição extra do Diário Oficial da União de hoje, que também traz novos três decretos sobre o tema. Em mensagem ao final da publicação da edição extra, Jair Bolsonaro ainda afirma encaminhar ao Congresso Nacional projeto de lei sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, Sinarm (Sistema Nacional de Armas) e sobre a definição de crimes.

Neste caso, a intenção é alterar lei de 2003. A informação sobre a revogação dos decretos começou a circular entre líderes do Senado após reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), na Casa.

O compromisso não consta na agenda do titular da pasta até a última atualização desta reportagem. Mais cedo, por volta das 12h, o porta-voz da presidência havia dito que "o presidente já enfatizou que não irá interferir nas questões do Congresso Nacional. Entretanto, o governo federal tem buscado diálogo e o consenso para a aprovação das medidas que atendam às aspirações da maioria dos cidadãos brasileiros, que querem segurança e paz.

 

 

UOL