Vereadores dizem que N. Lima está sendo injustiçado pelos próprios colegas

Por Wanglézio Braga

O vereador N. Lima, do PSL ainda não apareceu na Câmara para fazer sua defesa sobre as inúmeras críticas que recebeu na sessão solene do “Dia do Pedagogo” proposta pelo vereador Eduardo Farias (PCdoB), realizada ontem (20), onde estudantes e professores repudiaram suas falas polêmicas contra o que chamou de “desordem” dentro das instituições de ensino.

Na sessão de hoje (21), os vereadores João Marcos Luz (MDB) e Emerson Jarude (SEM PARTIDO) ensaiaram forte defesa onde pediu os vereadores que apontaram falhas ao edil uma conduta corporativista. A banca de defesa começou por João Marcos Luz que ao pedir uma parte ao vereador Célio Gadelha (PSDB) afirmou que N. Lima está sendo injustiçado dentro do parlamento mirim e pelos próprios colegas.

“O vereador N. Lima está sendo injustiçado. O governo federal não cortou nada, existe apenas um bloqueio. O que falta é dinheiro. Precisamos defender uma educação enxuta e não como o Silvio Santos faz jogando dinheiro pra cima”, comentou João Luz.

Já o vereador Emerson Jarudes, SEM PARTIDO, foi além e citou até artigos da Lei do Código Penal. Emerson disse que não concorda com o posicionamento de N. Lima sobre a vida nas faculdades, mais discorda dos vereadores que estão tentando de alguma forma prejudica-lo sem chances de defesa.

“Se derem encaminhamento ao vereador N. Lima vamos dá encaminhamento também aos vereadores que fazem apologia ao Lula, autor de crimes, que está preso. Lula tá preso e autor de crime, logo quem apoiar também precisa ter encaminhamento. Vamos respeitar as falas dos vereadores porque isto é um parlamento, é democracia. É inaceitável que um vereador peça um encaminhamento da própria casa contra os vereadores por suas falas. É assim que o PCdoB se comporta. É assim que o PT se comporta não aceitando posicionamentos contrários”, disparou.

O vereador Eduardo Farias, do PCdoB, rebateu as críticas dos colegas em especial de Emerson Jarude. “Vossa excelência precisa ter mais cuidado com as falas dos outros para não incorrer em erros, pois posso imaginar que o senhor tá usando da maldade ou desonestidade do que falamos. Eu ressaltei a ausência do N. Lima e o direito dele sobre a nota de desagravo. Eu falei do documento que foi entregue oficialmente, colhido pelo DCE, agora se acha que é preciso engavetar o documento é preciso falar da tribuna. Vossa excelência está fazendo um carnaval querendo dizer que estou falando nas costas do vereador N. Lima, que estou querendo jogar no fogueira o colega, que estou tirando o direito de falar o que quer. Vossa excelência precisa ter mais cuidados nas suas interpretações”, rebateu Eduardo.

A vereadora, Lene Petecão (PSD), que assumiu interinamente a Mesa Diretora informou que o documento (Nota de Desagravo) não foi protocolado pelo representante do DCE-UFAC, Richard Brilhante, mais confirmou que foi lida durante a sessão. “A carta foi lida, mais não protocolou ainda”, informou.  

O Portal O Rio Branco consultou a assessoria da Câmara para saber o paradeiro do vereador que vem faltando às sessões. Fomos informados que ele cumpre agenda em Brasília representando a Câmara de Rio Branco.